Uma nova abordagem para a Ética da IA baseada no conceito de taxa subjetiva do tempo em superinteligências de velocidade

Autores

DOI:

https://doi.org/10.26512/rfmc.v13i2.55074

Palavras-chave:

Inteligência Artificial. Superinteligência. Fenomenologia do Tempo. Ética.

Resumo

Este trabalho fornece uma nova abordagem para a Filosofia da Inteligência Artificial (IA) baseada no conceito de taxa subjetiva do tempo, introduzido por Nick Bostrom e Eliezer Yudkowsky no artigo The Ethics of Artificial Intelligence (2014). Considerada uma propriedade exótica possuída por uma mente artificial que opera muito mais rapidamente do que a mente humana, a taxa subjetiva do tempo está relacionada com a velocidade de processamento da informação: quanto mais rápido uma mente opera, mais devagar ela percebe o mundo externo. Este novo conceito levanta uma série de questões de natureza ética, com base na premissa de que uma rápida IA possui senciência, entendida como a capacidade de ter experiências fenomênicas, incluindo dor e sofrimento Nesse caso, um ano de sofrimento objetivo para um ser humano pode corresponder a 1000 anos de sofrimento para a IA, se ela processa informação 1.000 vezes mais rápido do que um cérebro biológico.

Biografia do Autor

  • Ana Maria Correa Moreira da Silva, Universidade de Brasília

    Pesquisadora Colaboradora Plena junto ao Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Universidade de Brasília (UnB), na área de Metafísica e Filosofia da Religião. Doutora em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (2013), em que realizou Estágio de Pós-Doutorado de 2015 a 2017. Possui Mestrado em Filosofia (Lógica e Metafísica) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2008) e Bacharelado em Filosofia pela Universidade Federal do Espírito Santo (2005).

  • Leandro Nadaletti, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

    Possui graduação em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1995) e Física pela UNICID (2024), mestrado em Informática pela Universidade Federal do Espírito Santo (2004) e doutorado em Computação de Alto Desempenho pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2014). Atualmente é estudante de Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Referências

ARSTILA, V.; LLOYD, D. (eds.). Subjective time: the philosophy, psychology, and neuroscience of temporality. Cambridge, MA: The MIT Press, 2014.

BOSTROM, N. Superintelligence: paths, dangers, strategies. Oxford: Oxford University Press, 2014.

BOSTROM, N.; YUDKOWSKY, E. The ethics of artificial intelligence. In: FRANKISH, K.; RAMSEY, W. M. (eds.). The Cambridge handbook of artificial intelligence. Cambridge: Cambridge University Press, 2014.

BRENTANO, F. Psychology from an empirical standpoint. Transl. A. C. Rancurello; D. B. Terrell; L. McAlister. London: Routledge, 1973.

BRINGSJORD, S.; GOVINDARAJULU, N. S. Artificial intelligence. The Stanford Encyclopedia of Philosophy (Fall 2018 Edition), Edward N. Zalta (ed.). Disponível em: https://plato.stanford.edu/archives/fall2018/entries/artificial-intelligence/. Acesso em: 19 nov. 2025.

HUSSERL, E. Logical investigations. Transl. J. N. Findlay. London: Routledge, 1973.

KURZWEIL, R. The age of spiritual machines: when computers exceed human intelligence. New York, NY: Penguin USA, 2000.

KURZWEIL, R. The singularity is near: when humans transcend biology. New York, NY: Penguin USA, 2006.

PROUDFOOT, D. Software immortals: science or faith? In: EDEN, A.; MOOR, J.; SORAKER, J.; STEINHART, E. (eds.). Singularity hypotheses: a scientific and philosophical assessment. Berlin: Springer-Verlag, 2012.

RUSSELL, S. J.; NORVIG, P. Artificial intelligence: a modern approach. Malaysia: Pearson Education Limited, 2016.

SANDBERG, A. The physics of information processing superobjects: daily life among the Jupiter brains. Journal of Evolution and Technology, v. 5, n. 1, 1999.

WEARDEN, J.; O’DONOGHUE, A.; OGDEN, R.; MONTGOMERY, C. Subjective duration in the laboratory and the world outside. In: ARSTILA, V.; LLOYD, D. (eds.). Subjective time: the philosophy, psychology, and neuroscience of temporality. Cambridge, MA: The MIT Press, 2014.

YAMPOLSKIY, R.; FOX, J. Artificial intelligence and the human mental model. In: EDEN, A.; MOOR, J.; SORAKER, J.; STEINHART, E. (eds.). Singularity hypotheses: a scientific and philosophical assessment. Berlin: Springer-Verlag, 2012.

Downloads

Publicado

21-10-2025

Como Citar

Uma nova abordagem para a Ética da IA baseada no conceito de taxa subjetiva do tempo em superinteligências de velocidade. Revista de Filosofia Moderna e Contemporânea, [S. l.], v. 13, n. 2, p. 385–402, 2025. DOI: 10.26512/rfmc.v13i2.55074. Disponível em: https://periodicostestes.bce.unb.br/index.php/fmc/article/view/55074. Acesso em: 7 fev. 2026.

Artigos Semelhantes

1-10 de 76

Você também pode iniciar uma pesquisa avançada por similaridade para este artigo.