Ironia e sátira na figuração do progresso
"Civilização", de Eça de Queirós, e "O alienista", de Machado de Assis
DOI :
https://doi.org/10.26512/cerrados.v34i68.57702Mots-clés :
Eça de Queirós, Machado de Assis, ironia, sátiraRésumé
O presente artigo busca analisar como Eça de Queirós e Machado de Assis tentaram representar literariamente a realidade de seu tempo histórico por meio da utilização da ironia e/ou da sátira, recursos estéticos baseados em uma lógica de contrastes, que podem figurar as contradições do progresso no capitalismo burguês durante o século XIX. Para tal fim, serão discutidos os contos Civilização, de Eça de Queirós, e O alienista, de Machado de Assis, e, a partir de tais textos, serão abordadas as diferenças entre a ironia e a sátira, sendo a ironia uma ferramenta amplamente utilizada por ambos os escritores e a sátira, um método que compõe a força realista de O alienista, mas que não está presente em Civilização. Este artigo é um resumo da dissertação de mestrado “Ironia e sátira na figuração do progresso e do atraso na periferia do capitalismo: Eça de Queirós e Machado de Assis”.
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