Entre la autonomía y la automatización: reflexiones sobre la IAG y la educación
DOI:
https://doi.org/10.26512/lc32202659189Palabras clave:
Inteligencia artificial generativa, Cognición, Educación, Ética tecnológicaResumen
Este ensayo aborda la dualidad de la Inteligencia Artificial Generativa (IAG), una encrucijada para el desarrollo cognitivo humano. Se explora la tensión entre la promesa de eficiencia y el temor a una atrofia cognitiva, en paralelo a la crítica de Sócrates a la escritura. Se analiza el impacto de la IAG en la educación, contrastando su potencial de mediación vygotskiana con el riesgo de inhibir el pensamiento crítico. La discusión se profundiza al situar la tecnología en los contextos de Han (Sociedad del cansancio) y Zuboff (Capitalismo de vigilancia), que favorecen la automatización sobre la autonomía. Se concluye con la propuesta de una respuesta en dos frentes: una «dieta cognitiva» personal y una regulación sistémica que priorice el bienestar humano. La IA surge como una tecnología ambivalente, cuyo impacto dependerá de decisiones éticas, políticas e individuales.
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