Juvenicidio y Acceso a la Justicia en el Nordeste: narrativas de familias de víctimas del Estado
DOI:
https://doi.org/10.26512/revistainsurgncia.v12i1.50562Palabras clave:
Juvenicidio, Familias, Nordeste Brasileño, Acceso a la JusticiaResumen
El juvenicidio brasileño actúa, de forma sistemática, en disfavor de los jóvenes de 15 a 29 años y encuentra en la población negra, pobre y del nordeste sus mayores víctimas. Se trata de las familias en duelo, en gran parte compuesta de mujeres y personas negras, mayoritariamente las madres, quienes empiezan a lidiar con el Sistema de Justicia Penal, desde la investigación de lo sucedido hasta el juicio de los responsables. Este estudio tuvo como objetivo analizar los cruces de clase, de raza y de género resaltados en las narrativas y prácticas producidas en el proceso de búsqueda por el acceso a la justicia, a la memoria y a la verdad por parte de familiares de los jóvenes víctimas de violencia en los estados, como son Bahía, Ceará y Rio Grande do Norte al tiempo que discutimos cómo el racismo, la explotación capitalista y las opresiones de género operan como soportes, engranajes y tecnologías de las políticas de producción de muerte que tienen como expresión el juvenicidio.
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