De como uma tribo cativou seu antropólogo

Autores

  • Roque de Barros Laraia

DOI:

https://doi.org/10.26512/aa.1978.2.1.08

Palavras-chave:

Antropologia, Crítica, Etnologia indígena

Resumo

O tempo dispendido entre o início do trabalho de campo e a publicação de uma monografia antropológica costuma ser, na Antropologia, bastante longo. Mas não resta dúvida de que os autores que estudaram os Tapirapé exageraram. Com efeito, Herbert Baldus esteve com esses índios no nordeste do Estado de Mato Grosso em 1955 e só publicou o seu livro em 1970. Charles Wagley conseguiu superar este recorde por uma margem de 3 anos, pois tendo iniciado o seu trabalho com os Tapirapé em 1959 somente publicou a sua monografia em 1977. Welcome of Tears constitui, entretanto, mais do que uma nova obra antropológica, um testemunho de quem acompanhou por cerca de 40 anos a epopéia de um grupo tribal. Este acompanhamento foi possível porque Wagley retornou à  aldeia Tapirapé em 1953, 1957 e 1965 e não deixou de manter contato com pessoas que podiam mantê-lo bem informado sobre a sociedade que estudou. Por outro lado, embora a sua monografia tenha sido o resultado do trabalho de quatro décadas, desde 1940 ele tem publicado artigos que apresentaram os resultados de seu trabalho, dentre os quais destacamos “Xamanismo Tapirapé” (in Boletim ao Museu Nacional, Antropologia, n.° 3) e, juntamente com Eduardo Galvão, “The Tapirapé” (in: Handbook of South American Indians–  Washington, D .C .: Smithsonian Institution).

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Referências

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Publicado

2018-01-12

Como Citar

Laraia, Roque de Barros. 2018. “De Como Uma Tribo Cativou Seu antropólogo”. Anuário Antropológico 2 (1):203-8. https://doi.org/10.26512/aa.1978.2.1.08.