Socioeconomía y Reproducción Social Campesina: Un Estudio de Caso en la Comunidad de la travessa São Francisco, Santa Luzia do Pará, Amazonía Oriental
DOI:
https://doi.org/10.33240/rba.v20i2.55938Palabras clave:
Estructura socioeconómica, organización comunitaria, resistencia comunitaria, identidad campesinaResumen
El artículo analizó la estructura socioeconómica y la reproducción social de las familias de la travessa São Francisco, situada en la BR 316, km 26, Santa Luzia do Pará. Se adoptó un enfoque exploratorio y el método de estudio de caso, con el objetivo de comprender los factores que influyen en la continuidad de las prácticas tradicionales y la reproducción social de las familias. Se utilizaron cuestionarios semiestructurados para recolectar datos sobre educación, composición familiar, ingresos, participación en organizaciones sociales y relaciones familiares. Los resultados indican que la reproducción social está influenciada por aspectos históricos, características demográficas y género, además de un fuerte vínculo con las prácticas de intercambio y redes de solidaridad. De este modo, a pesar de los cambios socioeconómicos y el proceso de desagrarización, las tradiciones y la organización comunitaria siguen desempeñando un papel fundamental en la resistencia y sostenibilidad de las familias, preservando la identidad campesina y su relación con el territorio.
Referencias
ABRAMOVAY, Ricardo. Paradigmas do capitalismo agrário em questão. São Paulo: Hucitec; Rio de Janeiro: ANPOCS; Campinas: Editora da Unicamp, 1992.
ALTEMBURG, Shirley G. N.; BEZERRA, Antônio J. A.; SCHWENGBER, José E. Percepção ambiental e agricultura familiar em rede de referência: uma análise sobre práticas agroecológicas e qualidade de vida. Saarbrücken: Novas Edições Acadêmicas, v.1, ed 1. 2015. 150p.
ALTIERI, Miguel A. Agroecologia, agricultura camponesa e soberania alimentar. Revista nera, v. 16, n. 13, p. 22-32, 2010.
______. Agroecologia: a dinâmica produtiva da agricultura sustentável. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2004.
ALTIERI, Miguel A.; NICHOLLS, Clara I. Agroecologia e as estratégias para uma agricultura sustentável. São Paulo: Expressão Popular, 2012.
BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 2011.
BATTISTI, Luiz F. Z et al. Agricultura familiar, serviços ecossistêmicos e desserviços ambientais: o manejo influencia na percepção? Cadernos de Agroecologia, v. 11, n. 2, jan. 2017. ISSN 2236-7934.
BECKER, Bertha K. Amazônia: geopolítica na virada do III milênio. Rio de Janeiro: Garamond. ed.1, 2004. 172p.
______. Geopolítica da Amazônia. Estudos avançados, v. 19, n. 53, p. 71-86, 2005. DOI: https://doi.org/10.1590/S0103-40142005000100005
BEVILÁQUA, Gilberto A. P et al. Agricultores guardiões de sementes e ampliação da agrobiodiversidade. Cadernos de Ciência & Tecnologia, v. 31, n. 1, p. 99-118, 2014.
BOSI, Ecléa. Memória e sociedade: lembranças de velhos. São Paulo: T.A. Queiroz Editor, 1979.
BOURDIEU, Pierre. The forms of capital. In: RICHARDSON, John G. (Ed.). Handbook of Theory and Research for the Sociology of Education. New York: Greenwood Press, 1986. p. 241–258.
BRASIL. Decreto 11.864, de 27 de dezembro de 2023. Dispõe sobre o valor do salário mínimo a vigorar a partir de 1º de janeiro de 2024. Diário Oficial da União. Brasília. Seção 1, Ed. 245 D, 1p. 27 de dezembro de 2023. Disponível em: <https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2023/decreto/d11864.htm> Acesso em: 30 set. 2024.
CAPORAL, Francisco R.; COSTABEBER, José A. Agroecologia: conceitos e princípios básicos. Brasília: DFID, 2004.
CHAYANOV, Alexander V. The theory of peasant economy. Homewood: The American Economic Association. 1966.
______. La organización de la unidad económica campesina. Buenos Aires: Nueva Visión, 1974, 342 p.
COSTA, Francisco de A. Economia camponesa nas fronteiras do capitalismo: teoria e prática nos EUA e na Amazônia Brasileira. Belém: Núcleo de Altos Estudos Amazônicos, 2012. 310p.
______. Economia camponesa referida ao bioma da Amazônia: atores, territórios e atributos. Papers do NAEA. ed. 476, v. 1, n. 2, p. 1-22. 2020.
COY, Martin. Desenvolvimento regional na periferia amazônica: organização espacial, conflitos de interesses e programas de planejamento em uma região de “fronteira”: o caso de Rondônia. In: AUBERTIN, Catherine. (org.). Fronteiras. Brasília: Universidade de Brasília. 1988. p.167-194.
FERNANDES, Bernardo M. Espaços agrários de inclusão e exclusão social: novas configurações do campo brasileiro. Currículo sem fronteiras, v. 3, n. 1, p. 11-27, 2003.
FERRARO, Alceu R. Escolarização no Brasil: articulando as perspectivas de gênero, raça e classe social. Educação e Pesquisa, v. 36, n. 02, p. 505-526, 2010.
FERRIGNO, José C. Coeducação entre gerações. 2. ed. São Paulo: Edições Sesc-SP. 2010.
FLICK, Uwe. Introdução à pesquisa qualitativa. Tradução Joice Elias Costa. 3. ed. Porto Alegre: Artmed. 2009.
GEERTZ, Clifford. A interpretação das culturas. Rio de Janeiro: LTC, 1989.
GLIESSMAN, Stephen R. Agroecologia: processos ecológicos em agricultura sustentável. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2000.
GRANOVETTER, Mark S. The strength of weak ties: A network theory revisited. Sociological theory. v.1. p. 201-233, 1983.
GUZMÁN, Eduardo S.; MOLINA, Manuel G.; SEVILLA, Guzmán E. Agroecología: bases científicas para una agricultura sustentable. Madrid: Mundi-Prensa, 2000.
HURTIENNE, Thomas P. Análise socioeconômica dos sistemas de uso de terra por pequenos produtores agrários na Amazônia oriental. Novos cadernos NAEA. v. 7, n. 2, p. 191-272, 2004.
IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Cidades, 2022. Disponível em: https://www.ibge.gov.br/cidades-e-estados/pa/santa-luzia-do-para.html. Acesso em: 1 fev 2024.
KUMAR, Buddhi. M. NAIR, Panayamparakattil. K. R. Tropical Homegardens - A Time-Tested Example of Sustainable Agroforestry. Dordrecht: Springer, 2006.
LACERDA, Franciane G. Migrantes cearenses no Pará: faces da sobrevivência (1889-1916). 2006. 346f. Tese (Doutorado em História Social). Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2006.
LAGARDE, Marcela. Los cautiverios de las mujeres: madresposas, monjas, putas, presas y locas. 5ª ed. México: Programa Universitario de Estudios de Género, Coordinación de Estudios de Posgrado e Centro de Investigaciones Interdisciplinarias en Ciencias y Humanidades, Universidad Nacional Autónoma de México, 2011. 886 p. ISBN 978-607-02-2837-7.
LEANDRO, Leonardo M de L.; SILVA, Fábio C da.; RODRIGUES, Jovenildo C. O Papel da estrada de ferro de Bragança na colonização e economia da Amazônia oriental (1870-1960). IX Congresso Brasileiro de História Econômica e 10ª Conferência internacional de História de Empresas. Anais... Associação Brasileira de História Econômica. Curitiba. 2011. Disponível em: https://www.abphe.org.br/arquivos/leonardo-milanez-de-lima-leandro-fabio-carlos-da-silva-jovenildo-cardoso-rodrigues.pdf. Acesso em: 2 mai 2025.
LOBATO, Gerciene de J. M et al. Diversidade de uso e aspectos socioambientais de quintais urbanos em Abaetetuba, Pará, Brasil. Revista Brasileira de Agroecologia. v. 12, n. 2, p. 95-105, jun. 2017.
LOBO, Iudis D.; JÚNIOR, Cezário F. dos S.; NUNES, Aline. Importância socioeconômica da mandioca (Manihot esculenta Crantz.) para a comunidade de Jaçapetuba, município de Cametá/PA. Multitemas, v. 23, n. 55, p. 195-211, 2018.
LOUREIRO, Violeta R. Amazônia: Estado, Homem, natureza. Belém: CEJUP. 1992.
______. A Amazônia no século XXI: novas formas de desenvolvimento. São Paulo: Empório do Livro. 2009. 208 p.
MAGALHÃES, Wallace L. Entidades de classe e reforma agrária: a educação rural como estratégia de reprodução social dos grupos dominantes agrários (1950-1960). Revista Territórios e Fronteiras, v. 14, n. 1, p. 243–266, 2021.
MANESCHY, Maria C.; KLOVDAHL, Alden. Redes de associações de grupos camponeses na Amazônia Oriental (Brasil): fontes de capital social? Redes. Revista hispana para el análisis de redes sociales, v. 12, p. 1-19, 2007.
MANESCHY, Maria C.; MAIA, Maria L. S.; CONCEIÇÃO, Maria de F. C da. Associações rurais e associativismo no nordeste amazônico: uma relação nem sempre correspondida. Novos Cadernos NAEA, v. 11, n. 1, 2009.
MARCONI, Marina de A.; LAKATOS, Eva M. Fundamentos da Metodologia Científica. –7. ed. São Paulo: Atlas, 2010.
MARTINS, José de Souza. O cativeiro da terra. São Paulo: Hucitec, 2003.
MINAYO, Maria Cecília de Souza. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. 14. ed. Rio de Janeiro: Hucitec, 2014.
MIRANDA, Silviane B.; KATO, Osvaldo R.; SABLAYROLLES, Maria das G. P. Caracterização e importância dos quintais agroflorestais aos agricultores familiares do Baixo Irituia, Pará. Cadernos de Agroecologia, v. 8, n. 2, s/p., nov., 2013.
MORAES, Mery H. C. da S et al. Inovação nos quintais agrobiodiversos da Cooperativa D'Irituia, Pará. Ciência Florestal, v. 32, n. 1, p. 309-332, 2022.
MOTTA, Márcia.; ZARTH, Paulo. Formas de resistência camponesa: visibilidade e diversidade de conflitos ao longo da história. São Paulo, UNESP; Brasília, Ministério do Desenvolvimento Agrário, NEAD, 2008.
NEVES, Delma. Estratégias camponesas e mercados locais. Recife: Editora UFPE, 2013.
OLIVEIRA, José S. R de. Circuito espacial dos sistemas agroflorestais do Polo Rio Capim na Amazônia Oriental brasileira e o papel da educação formal. 2011. 120 f. Tese (Doutorado em Ciências Agrárias / Agroecosistemas da Amazônia). Universidade Federal Rural da Amazônia. Embrapa Amazônia Oriental, Belém, 2011.
PADOVAN, Milton. P. Agroecologia, agricultura familiar e o desenvolvimento local e regional sustentável. Guarujá, SP: Ed. Científica e Digital, 2022.
PERROT, Michelle. Dans le Paris de la Belle Époque, les «Apaches», premières bandes de jeunes. La lettre de l'enfance et de l'adolescence, v. 67, n. 1, p. 71-78, 2007.
PLOEG, Jan Douwe van der. Camponeses e impérios alimentares: lutas por autonomia e sustentabilidade na era da globalização. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2008(a).
______. Camponeses e o paradoxo da modernização. Porto Alegre: Editora UFRGS, 2008(b).
RAMOS, Márcio da S et al. Estudo socioambiental das técnicas e práticas de conservação e armazenamento de sementes pelas/os camponesas/es da comunidade km 26, Santa Luzia do Pará. In: MELO JÚNIOR, Luiz Cláudio M.; SANTOS, Dayla Carolina R.; RAIOL, Lucas L. Desenvolvimento socioambiental na Amazônia. Guarujá: Editora Científica Digital. 2023. p. 159-181.
ROSSINI, Rosa Ester. Geografia e Gênero: A mulher como força de trabalho no campo. Informações Econômicas, São Paulo, v. 23, supl, 1, p. 1-58, 1993.
SCHNEIDER, Sérgio. Teoria social, agricultura familiar e pluriatividade. Revista Brasileira de Ciências Sociais, v. 18, n. 51, p. 99-122, 2003.
SILIPRANDI, Emma. Mulheres agricultoras e a construção dos movimentos agroecológicos no Brasil. In: NEVES, Delma P.; MEDEIROS, L. M. (orgs.). Mulheres camponesas: trabalho produtivo e engajamentos políticos. Niterói: Alternativa. 2013. p. 329-343,.
SILVA, José. G da. O novo rural brasileiro. Nova economia, v. 7, n. 1, p. 43-81, 1997.
SILVA, Paula T. P et al. Integração animal e diversidade de alimentos oriundos de quintais agroecológicos em propriedades familiares da Zona da Mata Mineira. Cadernos de Agroecologia, v. 13, n.1, s/p., 2018.
SOUSA, Olivia M. C. G. de.; ALBERTO, Maria de F. P. Trabalho precoce e processo de escolarização de crianças e adolescentes. Psicologia em estudo, v. 13, n. 4, p. 713-722, 2008.
SOUSA, Teresinha de J. Capanema: minha terra, nossa gente e sua história. Capanema: Gráfica Vale, 2010.
VERDEJO, Miguel E. Diagnóstico rural participativo: guia prático. Brasília: Centro Cultural Poveda, Secretaria da Agricultura Familiar – MDA. 2006.
WOORTMANN, Ellen. F. O saber camponês: práticas ecológicas tradicionais e inovações. In: GODOI, Emília P de.; MENEZES, Marilda A de.; MARIN, Rosa A. (orgs.) Diversidade do campesinato: expressões e categorias. v.2, São Paulo: Editora UNESP. 2009(a).
WOORTMANN, Klaas. Herança, reciprocidade e reprodução camponesa. Brasília: Editora UnB, 1990(b).
______. Herdeiros, Parentes e Compadres: colonos do Sul e sitiantes do Nordeste. Brasília: Editora UnB, 1990(c).
Descargas
Publicado
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2025 Dayla Santos, Osvaldo Ryohei Kato, Luiz Cláudio Moreira Melo Júnior

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
Aviso de derechos de autor
Los derechos de autor de los artículos publicados en esta revista pertenecen a los autores, siendo los derechos de primera publicación de la revista.
Licencia
Cuando se publican en esta revista de acceso abierto, con licencia CC BY 4.0, los artículos se distribuyen de forma gratuita y pueden compartirse y adaptarse para cualquier propósito, incluidos los comerciales. Como atribución de uso, la licencia requiere que se otorgue el crédito apropiado, con un enlace a la licencia e indicación de cambios. Esto no significa que el licenciante apruebe el uso de la información contenida en el artículo o la persona que utilizó esa información. También implica la imposibilidad de aplicar medidas legales o tecnológicas que restrinjan el uso de la información por parte de terceros.










