Hãtxa Kuĩ e Yawanawá, uma apresentação dos Povos e Línguas
DOI:
https://doi.org/10.26512/rbla.v17i1.61005Palabras clave:
Línguas indígenas, descrição gramatical, morfossintaxeResumen
Este artigo insere-se na perspectiva descritiva no que tange aos aspectos das gramáticas das línguas Yawanawá e Hãtxa Kuĩ, bem como também apresenta as questões etnográficas que circundam suas comunidades. A língua Yawanawá faz parte da família linguística Pano e seu povo habita a região do Rio Gregório, no Acre. Por sua vez, o Hãtxa Kuĩ, também chamado de Kaxinawá, é falado pela população de mesmo nome, que também vive no Estado do Acre. Dessa forma, buscou-se analisar os inventários morfossintáticos de ambas as línguas, a partir da morfologia pronominal, que as permitem ser agrupadas como parte da família Pano. Teve-se, como metodologia basilar, a análise de dados das teses de doutorado de Paula (2004) e Kaxinawá (2014) e da dissertação de mestrado de Camargo-Tavares (2013). De tal maneira, foram selecionadas sentenças com verbos de ação nas línguas, para que se pudesse aferir seus aspectos pronominais engatilhados. Ademais, é importante mencionar que o número de falantes estimados que ainda utilizam as línguas ameríndias em atividades cotidianas é extremamente reduzido, o que as coloca num quadro de vulnerabilidade linguística. Percebe-se que as línguas indígenas, apesar da riqueza e diversidade que apresentam, são pouco estudadas e sofrem com o risco de desaparecimento devido à supressão de línguas majoritárias, como o português e o espanhol. O estudo dessas línguas minoritárias, portanto, é de suma importância para o resgate, a preservação e a divulgação linguística. Dessa maneira, o objetivo deste artigo é o de contribuir para a promoção linguística do Yawanawá e do Hãtxa Kuĩ, a partir da descrição e documentação dessas línguas. Ressalta-se, ainda, que, além do baixo número de falantes, existem poucos trabalhos sobre ambas as línguas, o que justifica a necessidade de estudos que analisam e descrevam suas gramáticas. Para tal, neste trabalho, teve-se como referencial teórico principal os textos de Loos (1999), Valenzuela (2003), Payne (1997) e Dixon (1994). Assim, aborda-se as características específicas que são compartilhadas entre as línguas da família linguística Pano. Por fim, espera-se que este artigo contribua para o fortalecimento linguístico de línguas ameríndias, a partir da descrição e análise de suas estruturas fonológicas e morfossintáticas.
Referencias
BONFIM Duarte, F., & MILZA Miranda Silva, A. (2024). De que se trata a ergatividade cindida em Yawanawá?. Revista Brasileira De Linguística Antropológica, 16(1), 131–167. https://doi.org/10.26512/rbla.v16i1.55784
CAMARGO-TAVARES, Lívia. Fonologia, Morfologia e Sintaxe das Expressões Nominais em Yawanawá (Pano). 2013. Tese de Doutorado. Tesis de maestría en lingüística. Río de Janeiro: Faculdade de Letras, Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Cançado, Márcia, and Luisa Godoy. “Representação lexical de classes verbais do PB.” Alfa: Revista de Linguística (São José do Rio Preto) 56 (2012): 109-135.
DIXON, R. M. W. Ergativity. p.: 77 - 109. Cambridge, MA: Cambridge University Press, 1994.
DIXON, Robert MW; AĬKHENVALʹD, Aleksandra I︠U︡rʹevna (Ed.). The amazonian languages. Cambridge University Press, 1999.
DUARTE, Fábio Bonfim. Diversidade linguística no Brasil: a situação das línguas ameríndias. Caletroscópio, v. 4, p. 27-62-62, 2016.
INSTITUTO SOCIOAMBIENTAL (ISA). Terras Indígenas no Brasil. Disponível em: https://terrasindigenas.org.br/pt-br/terras-indigenas/3846. Acesso em: 22 julho de 2025.
KAXINAWÁ, Joaquim Paulo de Lima. Uma gramática da língua Hãtxa Kui (Kaxinawá). 2014. 262 f. Tese (Doutorado em Linguística) – Universidade de Brasília, Brasília, 2014.
LOOS, Eugene E. Pano. In: Dixon, R. M. W.; Aikhenvald, Alexandra Y. (Eds.). The Amazonian languages. Cambridge: Cambridge University Press, 1999. p. 227–250.
OLIVEIRA, Sanderson Castro Soares de. Contribuições para a reconstrução do Protopáno. 2014.
PAULA, Aldir Santos de. A língua dos índios Yawanawá do Acre. Diss. Univ. Campinas, 2004.
PAYNE, Thomas E. Describing morphosyntax: A guide for field linguists. Cambridge: Cambridge University Press, 1997.
PEIXOTO, Jaqueline dos Santos. Os pronomes e seus traços em línguas da família Pano. Revista Estudos Linguísticos, Belo Horizonte, v. 19, n. 1, p. 269-320, jan./jun. 2011.
RODRIGUES, Aryon Dall’Igna. Línguas brasileiras: para o conhecimento das línguas indígenas. Edições Loyola, 1994.
RODRIGUES, A. D. Línguas indígenas: 500 anos de descobertas e perdas. DELTA: Documentação E Estudos Em Linguística Teórica E Aplicada, 9(1). Recuperado de https://revistas.pucsp.br/index.php/delta/article/view/45596. 2019
VALENZUELA, Pilar M. Documenting and describing under-described languages: Methodological issues. 2003.
Descargas
Publicado
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2025 Revista Brasileira de Linguística Antropológica

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
Los autores que publican en RBLA aceptan los siguientes términos:
a) Los autores conservan los derechos de autor y otorgan a la revista el derecho de primera publicación, y el trabajo se licencia simultáneamente bajo la Creative Commons Attribution License, que permite compartir el trabajo con reconocimiento de la autoría del trabajo y la publicación inicial en esta revista. .
b) Se autoriza a los autores a asumir contratos adicionales por separado, para la distribución no exclusiva de la versión del trabajo publicado en esta revista (por ejemplo, publicar en un repositorio institucional o como capítulo de un libro), con reconocimiento de autoría y publicación inicial en este diario.
c) Se permite y se anima a los autores a publicar su trabajo en línea (por ejemplo, en repositorios institucionales o en su página personal) en cualquier momento antes o durante el proceso editorial, ya que esto puede generar cambios productivos, así como incrementar el impacto y la citación de el trabajo publicado.




