Perspectiva translíngue em foco:
(de)colonialidade no ensino de Inglês
DOI:
https://doi.org/10.26512/rhla.v24i1.56463Palavras-chave:
Translinguagem, Decolonialidade, Ensino de língua InglesaResumo
O pluralismo linguístico, a partir de uma perspectiva translíngue no ensino de língua inglesa, pode vir a ser uma alternativa teórico-metodológica decolonizadora ante a perspectiva monolíngue em que padrões tradicionalistas de ensino de língua indicam o que seria ou não aceitável. Assim, este artigo advém do processo de elaboração de uma tese em andamento a ser defendida em março de 2027 no Núcleo de Estudos e Pesquisas Emancipatórias em Linguagem (NEPEL) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT); pretende compreender o processo de ensino de língua inglesa, ao discutir, bibliograficamente, assuntos como monolinguismo, translinguagem e decolonização no ensino de língua inglesa, não só no sentido de compreender a criatividade/autonomia do professor, instrumentalizado por práticas que consideram o repertório linguístico-cultural do estudante no desenvolvimento de uma cultura translíngue de ensino-aprendizagem, mas também elencar possíveis indagações acerca das posturas (pós) estruturalistas no ensino de Língua Adicional. A partir dos autores Garcia e Lee Wei (2014), Pennycook (2017), Canagarajah (2017), Mignolo (2017) e Walsh e Candau (2018), emergem as discussões linguístico-culturais contidas neste artigo. Dessa maneira, as reflexões aqui apresentadas podem contribuir com uma proposta de formação de uma cultura translíngue na perspectiva de criação de uma metodologia de ensino de Língua Adicional.
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