O acorde dissonante de Gonçalo M. Tavares: mitologia, absurdo e banalidade em O Diabo

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Resumo

Publicado no Brasil em 2025, O Diabo, de Gonçalo M. Tavares, inscreve-se no terceiro movimento da série Mitologias, um projeto literário que funde fábula, filosofia e crítica social, revigorando o mito com as angústias do presente. Neste volume, o escritor português reconfigura o simbólico e o narrativo para compor um universo onde a lógica da técnica suplanta a do humano, e o mal, destituído de teatralidade, opera silencioso, maquinal, cotidiano. Trata-se de uma obra inquietante, que articula fragmentos densos num corpo textual dissonante, exigindo do leitor não só atenção, mas entrega. É literatura que provoca, sacode e desmonta.

 

Referências

ARENDT, Hannah (1999). Eichmann em Jerusalém: um relato sobre a banalidade do mal. Tradução de José Rubens Siqueira. São Paulo: Companhia das Letras.

PAIS, Raquel Laranjeira (2025). O diabo a quatro. Revista Quatro cinco um, São Paulo, edição 91, 1 mar. 2025. Disponível em: Disponível em: https://quatrocincoum.com.br/resenhas/encontro-de-leituras/o-diabo-a-quatro/ Acesso em: 14 abr. 2025.

» https://quatrocincoum.com.br/resenhas/encontro-de-leituras/o-diabo-a-quatro/

SPONCHIATO, Diogo (2025). Aprender a imaginar na era da técnica: os mitos de um escritor português. Revista Veja, São Paulo, 20 maio 2025. Disponível em: Aprender a imaginar na era da técnica: os mitos de um escritor português | VEJA. Acesso em: 20 maio 2025.

TAVARES, Gonçalo M. (2025). O Diabo. Porto Alegre: Dublinense.

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Publicado

10/15/2025

Como Citar

O acorde dissonante de Gonçalo M. Tavares: mitologia, absurdo e banalidade em O Diabo. (2025). Estudos De Literatura Brasileira Contemporânea, 74. https://periodicostestes.bce.unb.br/index.php/estudos/article/view/62008