Caminography as a foreign practice
DOI:
https://doi.org/10.18830/issn2238-362X.v15.n2.2025.07Keywords:
Urban Caminography, Foreign Practice, Ucanny, Speaking Position (Lugar de Fala), Philosophy of DifferenceAbstract
This essay proposes urban walkgraphy as a foreign practice, addressing the tension between belonging and non-belonging within urban space. Walking through the city produces trajectories between the ordinary and the extraordinary, transforming space into a territory of passages and displacements. Walkgraphy is understood as both method and aesthetic, political, and sensorial practice, one that takes place through movement and alterity. The text engages with Freud’s concept of the uncanny (Unheimlich), Deleuze and Guattari’s philosophy of difference, and Francesco Careri’s aesthetic practice of walking, considering the act of walking as a gesture of continuous creation, openness, and listening. Its ethical and political dimensions are also affirmed, as it restores visibility to marginalised zones and asserts the right to narrate and to inhabit space. The work of the artist Paulo Nazareth exemplifies this practice-in-becoming, constructing sensitive cartographies of encounter and difference, and transforming walking into an exercise in co-authorship, restless hospitality, and resistance within urban space. Thus, walkgraphy emerges as a critical device for the decolonisation of urban meaning, articulating ethics, aesthetics, and politics through the sensorial experience of the body in movement.
References
BLANCHOT, Maurice. O espaço literário. Tradução de Maria Luiza X. Paris: Martins Fontes, 1990.
BUTLER, Judith. Problemas de gênero: feminismo e a subversão da identidade. Tradução de Renato Aguiar. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2010.
BUTLER, Judith. Vida Precária: O poder do luto e da violência. Tradução de Andreas Lieber. Belo Horizonte: Autêntica, 2019.
CARERI, Francesco. Walkscapes: o caminhar como prática estética. Barcelona: Gustavo Gili, 2002.
DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Félix. Mil Platôs: Capitalismo e Esquizofrenia. Vol. 1. Tradução de Aurélio Guerra Neto e Celia Pinto Costa. São Paulo: Editora 34, 1995.
DEBRET, Jean-Baptiste. Viagem pitoresca e histórica ao Brasil. São Paulo: EDUSP; Belo Horizonte: Itatiaia, 1978.
DERRIDA, Jacques. Da Hospitalidade. Tradução de Fernanda Bernardo. São Paulo: Escuta, 2003.
ESCOBAR, Arturo. Designs for the Pluriverse: Radical Interdependence, Autonomy, and the Making of Worlds. Durham: Duke University Press, 2018.
FOUCAULT, Michel. O Pensamento do Exterior. São Paulo: Editora Princípio, 1990.
FREUD, Sigmund. Das Unheimliche (1919). In: Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud, vol. XVII. Rio de Janeiro: Imago, 1996.
FUÃO, Fernando. O sentido do espaço: em que sentido, em que sentido? 2012. Disponível em: https://fernandofuao.blogspot.com/2012/10/o-sentido-do-espaco.html. Acesso em: 25 nov. 2025.
GUATTARI, Félix. Caosmose: Um novo paradigma estético. Tradução de Ana Lúcia de Oliveira e Lúcia Cláudia Leão. São Paulo: Editora 34, 1992.
HARVEY, David. O direito à cidade. In: HARVEY, David. Cidades rebeldes: do direito à cidade à revolução urbana. Tradução de Artur Renzo. São Paulo: Boitempo, 2014. p. 87-101.
HESSE, Hermann. O lobo da estepe. Tradução de Ivo Barroso. Rio de Janeiro: Record, 2017.
HOOKS, bell. O feminismo é para todo mundo: políticas apaixonadas. Tradução de Ana Luiza Libânio. Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos, 2018.
INGOLD, Tim. The Perception of the Environment: Essays on Livelihood, Dwelling and Skill. London: Routledge, 2000.
INSTITUTO ITAÚ CULTURAL. Johann Moritz Rugendas. Enciclopédia Itaú Cultural, 2023. Disponível em: https://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa2500/johann-moritz-rugendas. Acesso em: 25 nov. 2025.
JACQUES, Paola. Elogio aos Errantes: errância e flânerie na arquitetura e na cidade. Salvador: EDUFBA, 2013.
KOTHE, Flávio. Estranho estranhamento (ostranenie). Suplemento Literário de Minas Gerais, Belo Horizonte, Imprensa Oficial, 20 ago. 1977. Disponível em: http://www.letras.ufmg.br/websuplit/. Acesso em: 25 nov. 2025.
KOTHE, Flávio. Narrativa trivial: estranhamento e formalismo. Letras de Hoje, Porto Alegre, PUCRS, n.39, p. 58-78, mar. 1980.
KILOMBA, Grada. Memórias da Plantação: episódios de racismo cotidiano. Rio de Janeiro: Cobogó, 2019. p. 33.
KRISTEVA, Julia. Powers of Horror. An essay on abjection. Nova Iorque: Editora Columbia University Press, 1982.
LACAN, Jacques. O Seminário, Livro 11: Os quatro conceitos fundamentais da psicanálise. Tradução de M. D. Magno. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1988.
LUGONES, María. Colonialidad y género. Tabula Rasa, Bogotá, n. 4, p. 73-101, jan./dez. 2007.
MARTIUS, Carl Friedrich Philipp von; SPIX, Johann Baptist von. Viagem pelo Brasil: 1817–1820. Tradução de Lúcia Furquim Lahmeyer. Belo Horizonte: Itatiaia; São Paulo: Melhoramentos, 1981.
MIGNOLO, Walter D. Delinking: The rhetoric of modernity, the logic of coloniality and the grammar of de-coloniality. Cultural Studies, v. 21, n. 2-3, p. 449-514, 2007.
NAZARETH, Paulo. [Fala em entrevista]. In: O Estado de S. Paulo. São Paulo, maio 2013.
NAZARETH, Paulo. Notícias da América, 2011-2012. In: DESAPROPRIA-ME DE MIM. [S. l.], [20--]. Disponível em: https://desapropriammedemim.com.br/paulo-nazareth-noticias-da-america/. Acesso em: 29 out. 2025.
NAZARETH, Paulo. Paulo Nazareth: Arte Contemporânea / LTDA. Organização: Isabel Diegues & Ricardo Sardenberg. São Paulo: Editora Cobogó, 2012.
PRÊMIO PIPA. Paulo Nazareth caminha (literalmente) para residência artística em NY como parte do Prêmio PIPA 2016. [S. l.], maio 2017. Disponível em: https://www.premiopipa.com/2017/05/paulo-nazareth-caminha-literalmente-para-residencia-artistica-em-ny-como-parte-do-premio-pipa 2016/. Acesso em: 29 out. 2025.
QUIJANO, Aníbal. Colonialidad del poder, eurocentrismo y América Latina. In: LANDER, Edgardo (org.). La colonialidad del saber: eurocentrismo y ciencias sociales. Buenos Aires: CLACSO, 2000. p. 201-246.
RIBEIRO, Djamila. O que é lugar de fala? São Paulo: Sueli Carneiro/Pólen, 2017.
ROCHA, Eduardo; SANTOS, Taís Beltrame dos. Como é a Caminhografia Urbana? Registrar, Jogar e Criar na cidade. Arquitextos, n. 281, 2023.
ROCHA, Eduardo; SANTOS, Taís Beltrame dos. Verbolário da Caminhografia Urbana. Pelotas: Editora Caseira, 2024.
ROLNIK, Suely. Cartografia Sentimental: transformações contemporâneas do desejo. Porto Alegre: Sulina, 2014.
RUGENDAS, Johann Moritz. Viagem pitoresca através do Brasil. Tradução de Sérgio Milliet. Belo Horizonte: Itatiaia; São Paulo: EDUSP, 1972.
SAINT-HILAIRE, Auguste de. Viagem pelo distrito dos diamantes e litoral do Brasil. Belo Horizonte: Itatiaia; São Paulo: EDUSP, 1975.
SESC TV. Paulo Nazareth. [Vídeo]. São Paulo: Sesc TV, 6 set. 2021. Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=m5hP12H3Ruc. Acesso em: 29 out.2025.
SOJA, Edward W. Thirdspace: Journeys to Los Angeles and Other Real-and-Imagined Places. Malden: Blackwell Publishers, 1996.
SOLIS, Dirce Eleonora Nigro; FUÃO, Fernando (orgs.). Derrida e Arquitetura. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2014.
VIDLER, Anthony. O campo ampliado da arquitetura. In: SYKES, Krista. O campo ampliado da arquitetura: Antologia teórica 1993-2009. São Paulo: Cosac Naify, 2013.
Downloads
Published
Issue
Section
License

This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.

