As dores da maternidade ferida em canções do Chico Buarque
DOI :
https://doi.org/10.26512/cerrados.v34i67.56975Mots-clés :
Trágico materno, morte, canções buarquianasRésumé
Ao reconhecermos o potencial artístico do poeta-cantor Chico Buarque de Holanda, buscamos identificar o empréstimo de sua voz lírico-poética ao representar as mulheres em suas distintas formas de existir no mundo. Para isso, investigaremos o desdobramento das faces do feminino projetado nas canções “Angélica” (1981) e “O meu guri” (1981), com o propósito de analisar o eu lírico construído a partir da figura da mãe em seus desdobramentos trágicos a partir do anúncio da morte dos seus filhos. Portanto, o texto pretende identificar quais são os elementos poéticos e simbólicos inscritos nas canções que sustentam uma lírica ou uma narrativa que revela as dores da maternidade em seu encontro com a perda de um filho, processo antinatural e angustiante em suas várias camadas. Na primeira canção, objetiva-se encontrar as relações possíveis com o arquétipo da Grande Mãe e outros mitos proposto por Erick Neumann (2021), Adélia Bezerra de Meneses (2001), Marta Robles (2006), Luiz Tatit (2014) entre outros. Todavia, na segunda canção, as marcas sociais do “estar à margem” são lidas a partir do arcabouço teórico de Adélia Bezerra de Meneses (2001) e Rinaldo Fernandes (2013).
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