Knowledge and practices from the people of axé in the University

Authors

  • Isabel Santana de Rose Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Departamento de Antropologia, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.4000/12ywz

Keywords:

traditional knowledge, afro-brazilian religions, knowledge encounters, affirmative action policies

Abstract

This text is grounded in the experience of the course “Catar folhas: knowledge and practices from the people of axé” taught by four black experts in traditional knowledge connected to different Afro-Brazilian religious lineages in Minas Gerais. I also discuss some episodes from other courses taught by black experts in traditional knowledge in the context of the Transversal Formation Program in Traditional Knowledge (Programa de Formação Transversal em Saberes Tradicionais) from the Federal University of Minas Gerais (UFMG, Belo Horizonte, Brazil). Based on these empirical examples, I reflect on some of the contributions from the knowledge encounters project toward broad transformations in teaching, research, and extension practices within Brazilian universities. I also reflect on the potential contributions of these initiatives to address broader topics such as racism, epistemicide, and historical reparations. In a political context characterized by growing attacks on education and public universities, I intend to highlight the relevance of affirmative action policies and the importance of the experts in traditional knowledge and the Afro and Indigenous epistemologies in academic settings.

Downloads

Download data is not yet available.

Author Biography

  • Isabel Santana de Rose, Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Departamento de Antropologia, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil

    Isabel Santana de Rose atua nas interfaces entre antropologia da saúde, antropologia da religião, xamanismos e saberes tradicionais. Tem doutorado em Antropologia Social pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e pós-doutorado pela UFSC e pela UFMG. Atualmente é Professora Adjunta no Departamento de Antropologia e no programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da UFSC.

References

Alves, Ari de Lima. 2021. Saber tradicional e conhecimento científico: A perspectiva de um pesquisador iniciado. Revista do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe 51, nº 2: 413–33. https://periodicos.ufs.br/rihgse/article/view/16575

Assis, Yérsia Souza, e Larisse L. Pontes Gomes. 2021. “Negras antropologias: Escrevivências de antropólogas na pós-graduação”. Revista Mundaú, número especial: 96–123. https://doi.org/10.28998/rm.2021.n.especial.11012

Barbosa Neto, Edgar R. 2012. “A máquina do mundo: Variações sobre o politeísmo em coletivos afro-brasileiros”. Tese de Doutorado, Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Barbosa Neto, Edgar R. 2020. “A arte do respeito em comunidades de terreiro e no Encontro de Saberes”. Projeto de pesquisa de pós-doutorado, Universidade Federal de Minas Gerais.

Barbosa Neto, Edgar R., Isabel S. Rose, e Marcio Goldman 2020. “Encontros com o ‘Encontro de Saberes’”. Revista Mundaú 9, nº 1: 12–22. https://doi.org/10.28998/rm.2020.n.9.12402

Barbosa Neto, Edgar R., e Marcio Goldman. 2022. A maldição da tolerância e a arte do respeito nos encontros de saberes (1ª parte). Revista de Antropologia 65, nº 1: 1–23. https://doi.org/10.11606/1678-9857.ra.2022.192790

Bispo dos Santos, Antônio. 2015. Colonização, quilombos. Modos e significados. Brasília: INCTI Inclusão.

Brasil, André G., César Guimarães, Luciana de Oliveira, e Rosangela de Tugny. 2014. Proposta do Programa de Formação Transversal em Saberes Tradicionais, enviada à PROGRAD/UFMG. Manuscrito, UFMG.

Candau, Vera Maria F. 2010. “Educación intercultural en América Latina: Distintas concepciones y tensiones actuales”. Estudos Pedagógicos 36, nº 2: 333–42. http://dx.doi.org/10.4067/S0718-07052010000200019

Candau, Vera Maria F. e Kelly Russo. 2010. “Interculturalidade e educação na América Latina: Uma construção plural, original e complexa”. Revista Diálogo Educacional 10, nº 29: 151–69. http://educa.fcc.org.br/pdf/de/v10n29/v10n29a09.pdf

Cardoso, Vânia Zikán. 2009. Antropologias em performance. Ilha 11, nº 1-2: 9–16. https://periodicos.ufsc.br/index.php/ilha/article/view/19287

Carneiro, Aparecida Sueli. 2023. Dispositivo de racialidade. A construção do outro como não ser como fundamento do ser. São Paulo: Zahar.

Carvalho, José J. 2006a. “O confinamento racial do mundo acadêmico brasileiro”. Revista USP 68, nº 1: 88–103. https://doi.org/10.11606/issn.2316-9036.v0i68p88-103

Carvalho, José J. 2006b. “Uma visão antropológica do esoterismo e uma visão esotérica da antropologia”. Série Antropologia UnB, nº 406. https://www.dan2.unb.br/images/doc/Serie406empdf.pdf

Carvalho, José J. 2010. “Los estudios culturales en América Latina: interculturalidad, acciones afirmativas y encuentro de saberes”. Tabula Rasa 12: 229–51. https://doi.org/10.25058/20112742.394

Carvalho, José J., Makota Kidoiale, Emílio Nolasco de Carvalho, e Samira Lima da Costa. 2020. “Sofrimento psíquico na universidade, psicossociologia e Encontro de Saberes”. Revista Sociedade e Estado 35, nº 1: 135–62. https://doi.org/10.1590/s0102-6992-202035010007

Carvalho, José J., e Letícia C. R. Vianna. 2020. “O Encontro de Saberes nas universidades. Uma síntese dos dez primeiros anos”. Revista Mundaú 9, nº 1: 23–49. https://doi.org/10.28998/rm.2020.n.9.11128

Castro, Rosana. 2022. Pele negra, jalecos brancos: Racismo, cor(po) e (est)ética no trabalho de campo antropológico. Revista de Antropologia 65, nº 1: e192796. https://doi.org/10.11606/1678-9857.ra.2022.192796

Goulart, Bruno. 2021. Notório Saber para os(as) mestres(as): Caminhos para o reconhecimento institucional dos saberes tradicionais. Revista Mundaú, número especial: 144–67. https://doi.org/10.28998/rm.2021.n.especial.11002

Goldman, Marcio. 2005. Formas do saber e modos de ser. Observações sobre multiplicidade e ontologia no Candomblé. Religião e Sociedade 25, nº 2: 102–20. https://religiaoesociedade.org.br/wp-content/uploads/2021/09/Religiao-e-Sociedade-N25.02-2005.pdf

Guimarães, César, Luciana de Oliveira, André G. Brasil, Rosangela P. de Tugny, Ricardo Takahashi, Augustin de Tugny, Maria Aparecida Moura, Fernanda de Oliveira, Barbara R. Altivo, e Terezinha Furiati. 2017. “Por uma universidade pluriepistêmica: A inclusão de disciplinas ministradas por mestres dos saberes tradicionais e populares na UFMG”. Tessituras 4, nº 2: 179–201. https://revistas.ufpel.edu.br/index.php/tessituras/article/view/494/451

Langdon, E. Jean. 2006. Performance e sua diversidade como paradigma analítico: A contribuição da abordagem de Baumam e Briggs. Ilha 8, nº 1-2: 163–83. https://periodicos.ufsc.br/index.php/ilha/article/view/18229

Langdon, E. Jean, e Everton Luis Pereira, orgs. 2012. Rituais e performances: Iniciações em pesquisa de campo. Florianópolis: UFSC/Departamento de Antropologia.

Hartman, Luciana, e E. Jean Langdon. 2020. Tem um corpo nessa alma: Encruzilhadas da performance no Brasil. BIB 91: 1–31. http://dx.doi.org/10.17666/bib9104/2020

Marcelino, Maria Luíza. 2015. Quilombola. Lamento de um povo negro. Edição da autora.

Marcelino, Maria Luíza. 2017. Aulas ministradas na disciplina “Confluências quilombolas contra-colonização”, Formação Transversal em Saberes Tradicionais, UFMG.

Marquez, Renata Moreira. 2020. “Quase-etnógrafa-etc.”. Revista Mundaú 9, nº 1: 209–33. https://doi.org/10.28998/rm.2020.n.9.10455

Muiandê, Mametu, Iyanifá Ifadará, Pedrina Lourdes dos Santos, Pai Ricardo de Moura, e Makota Cassia Kidoiale. 2016 e 2017. Aulas ministradas na disciplina “Catar folhas: Saberes e fazeres do povo de axé na universidade”, Formação Transversal em Saberes Tradicionais, UFMG.

Pio, Luceli. 2017. Aulas ministradas na disciplina “Artes e ofícios dos saberes tradicionais: Curas e cuidados”, Formação Transversal em Saberes Tradicionais, UFMG.

Poglia, Marco Antônio Saretta, Julio Souto Salom, e Mestre Churrasco. 2020. “Jogo de dentro, jogo de fora: O Encontro de Saberes na UFRGS e a capoeira de Mestre Churrasco”. Revista Mundaú 9, nº 1: 146–67. https://doi.org/10.28998/rm.2020.n.9.11015

Raposo, Paulo, Vânia Zikán Cardoso, John Dawsey, e Tereza Fradique, orgs. 2013. A terra do não lugar: Diálogos entre antropologia e performance. Florianópolis: Editora da UFSC; Instituto Brasil Plural.

Ribeiro, Djamila. 2017. O que é lugar de fala? Belo Horizonte: Letramento.

Rose, Isabel S., Edgar R. Barbosa Neto e Marcio Goldman. 2021. “Encontro de saberes: Territórios, raça e gênero”. Revista Mundaú, número especial: 12–22. https://doi.org/10.28998/rm.2021.n.especial.13160

Rose, Isabel S., e Geraldo Karaí Okenda. 2021. “Xamanismos guarani e tradução no Encontro de Saberes”. Revista Ilha, 23(3): 21-40. https://doi.org/10.5007/2175-8034.2021.e71416

Vieira, Marina Guimarães, Jade Alcântara Lôbo, e Sueli Maxakali. 2021. “Começo, meio e começo: Maternidades e trajetórias nas encruzilhadas de saberes”. Revista Mundaú, número especial: 78–95. https://doi.org/10.28998/rm.2021.n.especial.10502

Santana Junior, Humberto M. 2018. Encruzilhadas epistemológicas: “Acertando o conhecimento europeu ontem com uma pedra que atirei somente hoje”. Odeere: Revista do Programa de Pós-Graduação em Relações Étnicas e Contemporaneidade – UESB 3, nº 6: 251–68. https://doi.org/10.22481/odeere.v3i6.4423

Walsh, Catherine. 2010. “Estudios (inter)culturales en clave de-colonial”. Tabula Rasa 1, nº 1: 209–27. https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=39617422012

Site consultado:

www.saberestradicionais.org

Published

2024-12-18

How to Cite

“Knowledge and Practices from the People of Axé in the University”. 2024. Anuário Antropológico 49 (3): e-12ywz. https://doi.org/10.4000/12ywz.