Milagre Comum

su ética y su poética, sus voces y sus silencios

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.26512/vozcen.v6i02.60064

Palabras clave:

Poética de la Voz, Proceso Creativo, Performance, Investigación Artística, Amazonía

Resumen

El texto presenta el recorrido poético, ético y procesual de Milagre Comum, creación musical, escénica y espiritual de Íris da Selva y Mateus Moura. Partiendo de la idea de que “lo natural es sobrenatural”, el proyecto une arte y rito, canto y silencio, presencia y tiempo compartido. Reconstruye sus mitos de origen y explicita principios como la realización fuera de los escenarios, sin amplificación y fuera de la lógica de las redes sociales digitales. La voz surge como ofrenda, memoria y curación, en una experiencia entre música, performance y espiritualidad, proponiendo Milagre Comum como un gesto de resistencia sensible ante la aceleración contemporánea.

Biografía del autor/a

  • Mateus Nogueira de Farias Moura, Universidade Federal do Pará - UFPA, Belém/PA, Brasil

    Mateus Moura é educador, artista, pesquisador e produtor cultural.Graduado em Letras (UEPa) e mestre em Artes pelo Programa de Pós-Graduação em Artes (UFPa) com a dissertação Revisão crítica-onírica do território chamado Amazônia no sonho real de meias-verdades chamado Cinema, desde 2008 trabalha com cinema no campo da arte e da educação. Realizou mais de 50 oficinas e cursos em parceria com diversas instituições. É o atual diretor da produtora independente de filmes Maria Preta, que tem 1 longa e 4 curtas em seu currículo, dirigidos por Mateus e é o criador da série MATOU O CINEMA E FOI A FAMILIA, premiada pelo conjunto da obra pela Fundação Cultural do Pará, em 2015. Neste projeto já produziu, editou e dirigiu mais de 60 vídeos de curta e média metragem. Atualmente, além de coordenador do Cine Curau - programa de cineclubismo amazônida premiado pela Lei Paulo Gustavo em 2024, em edital de apoio a cineclubes - é doutorando no PPGARTES (UFPa), pela linha 3 (Memórias, Histórias e Educação em Artes), tendo como orientador o Prof Dr. Orlando Maneschy, desdobrando sua pesquisa sobre abordagens pedagógicas de formação do olhar crítico para as representações do território amazônico no cinema.No ramo da cultura também atua como Realizador de Cinema, Diretor Teatral, Músico e Escritor. Desde 2009 é músico-compositor e produtor musical. Participa das bandas Les Rita Pavone, Manto e desenvolve trabalhos que assina solo (A imitação do vento, Aqui Agora, Com Licença) ou em duo (Milagre Comum, Na ilharga do samba, Popopo da bicharada). Até o momento lançou 3 álbuns e diversos singles, realizou dezenas de turnês e participou dos principais festivais da região norte. Atualmente é brincante e compõe a diretoria do Ponto de Cultura Boi Vagalume da Marambaia.Desde 2011 lançou o selo "incêndio", onde publica seus livros de poesia: "Incêndio", "Palavra de Denotan", "Temporada fora si", "Fui ou", "Releituras da casa", "Distâncias". Desde 2011 também é integrante da Trupe Perifeéricos, onde participa de montagens teatrais de dramaturgia autoral, tendo como pesquisa principal a arte da máscara, o teatro de rua e criação de mitologia.

  • Pamela Iris da Silva Freitas, Universidade Federal do Pará - UFPA, Belém/PA, Brasil

    Iris da Selva es un artista trans no binarie nacide en Belém do Pará. Su música mezcla la MPB (Música Popular Brasileña) con fuertes elementos del carimbó. Iris ha lanzado dos EPs y varios sencillos en colaboración con artistas de dentro y fuera del estado. Además de tener una participación activa en los principales festivales de la región, es destaque en el Arraial do Pavulagem, donde dirige la roda cantada (rueda cantada). Fue reconocide por la Unión Brasileña de Compositores como una revelación de la música nortista contemporánea. Es graduade en canto popular por la EMUFPa y tecnólogue en Diseño Musical por el Centro Universitario de Maringá (UNICESUMAR).

Referencias

CORDEIRO, Rosilene da Conceição. Corpografia Memorial: a narrativa poética do corpo em “Performance a São Marçal - Proibido para o banho”. Revista Sentidos da Cultura. V.07 N.12 Jan./Jun./ 2020.

CORDEIRO, Rosilene da Conceição. A bandeira de Oxalá, brilhou, brilhou!: uma corpografia memorial. Cordeiro. Unama: Belém, 2020.

LOUREIRO, João de Jesus Paes. A conversão semiótica: na arte e na cultura / João de Jesus Paes Loureiro. - Edição trilíngüe. - Belém: EDUFPA, 2007.

RANGEL, Sonia. Olho Desarmado – objeto poético e trajeto criativo. Salvador: Solisluna, 2009.

SIMAS, Antônio. Pedrinhas miudinhas: ensaios sobre ruas, aldeias e terreiros. Mórula: São Paulo, 2013.

Publicado

2025-12-27