v. 16 n. 2 (2025): Sustainability in Debate
Nesta segunda edição de 2025, destacam-se governança e políticas ambientais, com Lucena e Zakia analisando a Resolução CONAMA nº 507/2024 sobre o manejo florestal na Caatinga, e Silvino et al. examinando narrativas de governança nas arenas ambientais brasileiras. A sustentabilidade corporativa e territorial é abordada na crítica de Kanda e Bandeira aos relatórios de sustentabilidade da Natura S.A. (2020–2023) e na aplicação de diagnósticos agrários e do método MESMIS por Santos e Lucas no Pará, revelando baixos índices sociais e ambientais, mas resiliência no trabalho familiar e na diversificação produtiva. Questões de justiça social e ambiental também são discutidas: Polidoro e Oliveira propõem o Índice de Carência Habitacional (ICH), evidenciando desigualdades regionais, urbanas e raciais; Sentilles et al. analisam a resposta comunitária ao derramamento de petróleo de 2019 na Bahia; e Cazeiro et al. estudam a “necropolítica dos ventos” em Pernambuco, destacando os impactos na saúde mental decorrentes das usinas eólicas. A integração entre conhecimento, alimentação e modos de vida é explorada por Oliveira et al., por meio de diálogos climáticos em Novo Airão, e por Buôgo et al., que avaliam 23 recomendações de dietas sustentáveis. Por fim, as conexões entre natureza, cultura e conservação emergem no estudo de Teles et al. sobre narrativas de turismo sustentável no Instagram entre centennials hispânicos, e na documentação de 350 espécies em agroflorestas do Vale do Ribeira por Gemim et al., destacando a segurança alimentar e a etnoconservação.
