FÍSICA E ESPORTE: INVESTIGANDO O LANÇAMENTO OBLÍQUO NO PINGUE-PONGUE POR VIDEOANÁLISE

Autores

DOI:

https://doi.org/10.26512/rpf.v9i1.59230

Palavras-chave:

Pingue-Pongue. Software Tracker. Videoanálise.

Resumo

Ao analisar o panorama contemporâneo da educação, verifica-se a necessidade de integrar novas propostas de ensino que combinem tecnologias acessíveis aos estudantes com os esportes que eles praticam. Diante desse cenário, o presente trabalho propõe um estudo inovador para o ensino do lançamento oblíquo, utilizando o jogo de pingue-pongue e o software livre Tracker como ferramentas didáticas. Entre as modalidades esportivas, o pingue-pongue foi selecionado por ser bastante popular e praticado entre os estudantes do campus de um instituto Federal no qual um dos autores leciona. Este artigo traz uma videoanálise do lançamento oblíquo da bola de pingue-pongue realizada com o auxílio do Tracker. Como resultados, obteve-se uma aceleração da gravidade local de 9,554 m/s², valor bem próximo ao da literatura existente, e uma velocidade de lançamento da bolinha de pingue-pongue de 5,731 m/s. A estimativa do ângulo de lançamento da bolinha foi de aproximadamente 16,272º. Além da análise experimental, foi realizada uma revisão bibliográfica para investigar a origem do pingue-pongue, a qual revelou que o esporte surgiu na Inglaterra no século XIX. Espera-se que essa proposta contribua positivamente para o ensino da Cinemática, podendo ser adotada por professores de Física do ensino médio, tornando o ensino dessa Ciência mais eficaz, contextualizado e cativante.

Biografia do Autor

  • Flávio Moura, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IFMA), Departamento de Ensino, São José de Ribamar, MA

    Possui graduação em Licenciatura em Física pelo Instituto Federal do Maranhão (2007). Mestre em Física pela Universidade Federal do Maranhão (2010) e doutorado em Física pela Universidade Federal do Maranhão (2016), atuando no estudo das propriedades dielétricas, vibracionais, magnetoelétricas e síntese de hexaferritas, além de desenvolver pesquisas na área de ensino de Física. Professor EBTT do Instituto Federal do Maranhão no campus São José de Ribamar.

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Publicado

2025-11-30