Enfants entre liens familiaux judiciarisés
une lecture psychanalytique sur le phénomène de l'aliénation parentale
DOI :
https://doi.org/10.1590/0102.3772e40305.pt%20Mots-clés :
judiciarisation, aliénation parentale, psychanalyse, familles contemporainesRésumé
Cet article analyse les dynamiques et processus psychiques sous-jacents aux manifestations de conflits familiaux judiciarisés sous la bannière de l'aliénation parentale, à travers trois études de cas, à partir d'une lecture psychanalytique. Le litige vécu par l'enfant démontre que les conflits qu'il vit reflètent son embarras avec l'Autre, incarné dans sa famille, à la recherche de réponses à ses propres énigmes et affections, au milieu des guérillas de ceux qui assurent les fonctions parentales. L'étude trouve des croisements nécessaires pour comprendre l'aliénation parentale: à partir d'un croisement socio-historique des façons de concevoir et de recréer les liens conjugaux et parentaux; un passage dans le deuil que les sujets effectuent au cours d'une recomposition familiale; de l'universalité du phénomène à la singularité du symptôme de chaque sujet. Il devrait contribuer à la production d'une praxis plus critique et plus qualifiée des psychologues qui travaillent dans le Judiciaire.
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