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Interseccionalidad desde Brasil: redes de resistencia en el pensamiento de las feministas negras brasileñas

Autores/as

  • Marília Passos Apoliano Gomes
  • Jhêniffer Lopes da silva UFPI

Palabras clave:

Interseccionalidad, feminismos negros, pensadores negros

Resumen

En esta investigación, exploramos la interseccionalidad en el contexto brasileño a través de diálogos entre Lélia Gonzalez, Sueli Carneiro, Djamila Ribeiro, Carla Akotirene, Juliana Borges y Letícia Nascimento. El marco teórico vincula a estas autoras con las epistemologías del Sur, con conocimientos y experiencias construidos en contraposición a las formas de opresión, y con el feminismo decolonial, en una crítica anticapitalista, anticisheteropatriarcal y antirracista. El objetivo fue comprender cómo el concepto de interseccionalidad permite analizar las relaciones entre raza, clase, género y sexualidad en Brasil, destacando las articulaciones entre diversos ejes de dominación en la producción teórica de estas autoras. La investigación adopta un enfoque cualitativo-interpretativo, en el que la interseccionalidad se configura simultáneamente como objeto de investigación y como perspectiva teórico-metodológica. Como tema, orienta el análisis de las formas en que las autoras negras brasileñas lo utilizan para comprender las relaciones entre raza, clase, género y sexualidad; como método, ofrece la perspectiva crítica que guía la lectura comparativa y relacional de las producciones teóricas publicadas entre 2010 y principios de la década de 2020.

Biografía del autor/a

  • Jhêniffer Lopes da silva, UFPI

    Bacharela em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Piauí.

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Publicado

2025-12-15

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