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Juventud, memoria y aquilombamento: todos contra el epistemicidio

Autores/as

  • Bruno Vieira dos Santos UFC

Palabras clave:

Juventud Negra, Aquilombamento, Memoria, Epistemicidio

Resumen

Partiendo de un debate que va más allá de la notoria incidencia de la mortalidad juvenil negra en Brasil, este artículo presenta una discusión sobre las formas insurgentes de resistencia y reexistencia emprendidas por las juventudes negras. En enero de 2022, un acontecimiento provocó una fuerte conmoción en la escena de la poesía marginal y en las batallas de MCs de la región metropolitana de Recife. A partir de la memoria de un joven poeta asesinado en el centro de la ciudad, se traza una cartografía que muestra la necesidad de visibilizar estrategias que se basan en el derecho a la memoria y al quilombismo para enfrentar el epistemicidio. ¿Qué nos dice la vida de sujetos culturales periféricos sobre el ejercicio del derecho a la ciudad, el disfrute del espacio urbano y el acceso a la cultura? ¿Cómo un poeta que hoy está fallecido permanece vivo en la memoria de la ciudad? ¿Cómo afecta esa memoria a las personas que tenían proximidad con él? Y, por último, ¿cómo se entrelaza todo esto en un debate sobre epistemicidio, activismo político-cultural y derecho a la memoria? En este texto, el término memoria se considera un elemento psicosocial que, junto a una perspectiva quilombista, contribuye al enfrentamiento de los borramientos promovidos por la colonialidad. Establecer una práctica de revivir memorias es actuar en defensa de la resistencia misma de la existencia.

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Publicado

2025-12-15

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