Un santo de casa también hace milagros: paseos etnográficos con un terapeuta popular
andarilhagens etnográficas junto à uma terapeuta popular
Palabras clave:
Etnografía, Memoria oral-ancestral, Tecnologías del cuidado, Terapeuta popularResumen
Esta conversación es una recuperación de la experiencia etnográfica durante la pandemia del Covid-19, en el mayor territorio de favelas de Brasil, la Región Administrativa de Sol Nascente, en el Distrito Federal. Es un texto politizado por las interlocuciones de aquellos que eligieron no morir durante el descarado estallido del epistemicidio y genocidio del Estado brasileño en detrimento de las personas, que sistematizaron redes, itinerarios y tecnologías de cuidado y cura, en el vacío dejado por la ausencia de políticas públicas. A partir de la pregunta «¿cómo hacer investigación etnográfica durante la epidemia de Covid-19?», el texto se teje desde la macro realidad global del momento, hasta el micro contexto de la casa de una terapeuta popular que hace conocimiento tecnológico ancestral y popular y conocimiento de cuidado y cura, concepto que se despliega en los diálogos entre Ser en las interlocuciones cosmológicas de quien transita y hace giros epistemológicos entre sistemas de salud. En otro momento, el punto focal es narrar el backstage de estos hallazgos, el desembarco de interlocutores cuando la investigación ya estaba en marcha y la belleza de abandonar el cómodo despacho del academicismo y tocar el suelo donde la Vida se encarna en la diferencia entre el guiño y el guiño. El resultado es la confluencia epistemológica que no se pliega a la tutela de la blancura y su metodolatría binaria. Los hallazgos apuntan a la memoria oral ancestral, al saber-hacer-prácticas arraigadas en el campo como invenciones que promueven el cuidado de la salud, asegurando la pluriversalidad y la intercientificidad, sellos distintivos del Sistema Popular Terapéutico de Salud.
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