Entre hojas, oraciones y sangre: el oogun yoruba como epistemología de sanación y resistencia
DOI:
https://doi.org/10.26512/revistacalundu.v9i2.59304Palabras clave:
Afrodiáspora, Ancestralidad, Curación, Epistemología, ResistenciaResumen
La investigación analiza el Oogun como una práctica yoruba que articuladimensiones de sanación, espiritualidad y resistencia cultural, entendiéndolo como unaepistemología que trasciende las fronteras disciplinarias. El objetivo es analizar cómo elOogun integra prácticas religiosas, conocimientos ancestrales y reivindicacionespolíticas, configurándose como un campo de conocimiento y resistencia en el contextoafrodiaspórico. La metodología utilizada adopta un enfoque bibliográfico crítico, basadoen la antropología de las religiones y los estudios culturales africanos, privilegiando elanálisis de narrativas, prácticas rituales y producciones simbólicas que atraviesan ladiáspora. El estudio examina las relaciones entre mito, rito y pedagogía, explorandocómo el Oogun se consolida como práctica educativa, espiritual y política. El análisisevidencia que la dimensión terapéutica del Oogun no se limita a la sanación del cuerpo,sino que se expande al fortalecimiento de los vínculos comunitarios y a la legitimaciónde los derechos culturales. La investigación muestra que el Oogun resiste el borradocolonial y se afirma como recurso de supervivencia, actualización identitaria yreivindicación epistémica. La conclusión preliminar indica que la práctica debeentenderse como una forma de diálogo intercultural que amplía la noción deconocimiento y propone alternativas de reconocimiento frente a las hegemoníasepistémicas. En este sentido, el Oogun se configura como un espacio de intersecciónentre espiritualidad, pedagogía y política, ofreciendo a la antropología instrumentos parala valorización de epistemologías plurales y para el fortalecimiento de las luchasafrodiaspóricas.
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