Esto No es un Pastel
DOI:
https://doi.org/10.21057/10.21057/repamv17n1.2023.56163Palabras clave:
Cultura alimentaria, identidad, pastelera, Alagoas.Resumen
El objetivo de este trabajo es arrojar luz sobre la relevancia y especificidad de la obra de Boleiras das Alagoas. Las boleiras son mujeres presentes en casi todos los municipios de Alagoas y son guardianas de recetas y sabores que forman parte de la cultura gastronómica alagoana. Con pocos y sencillos ingredientes, muchos panaderos tienen una mínima seguridad financiera a la hora de vender pasteles, pero además de saber cuál es el dinero adecuado, los panaderos también informan claramente que hay algo muy bueno y digno en ser panadero. Las boleiras son esperadas por sus clientes y sus delicias son activadores de recuerdos y pertenencia. En definitiva, son elementos de construcción de significado y de identidad, no sólo un pastel.
Referencias
ALVES, S. Fabianne Nayra. Os Pardos da Vila do Penedo do Rio São Francisco: Escravidão, hierarquias e distinção social em Alagoas (1758-1819). Dissertação (Mestrado em História) Universidade Federal de Alagoas, Maceió, 2018.
BRANDÃO, R. Carlos. “A Comunidade Tradicional”. IN: Maria Consolacion Villafane Udry e Jane Simoni Silveira Eidt Almeida (editoras técnicas). Conhecimento Tradicional: Conceitos e Marco Legal. Coleção Povos e Comunidades Tradicionais. Volume I. Brasília, DF. Embrapa. 2015.
CASTRO-GOMES, Santiago. “Ciências sociais, violência epistêmica e o problema da invenção do outro”. IN: Edgardo Lander (org). A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais. Perspectivas latinoamericanas. Coleccion Sur Sur. Buenos Aires, Argentina CLACSO. 2005.
CASTRO-GOMEZ, Santiago. “DECOLONIZAR LA UNIVERSIDAD La hybris del punto cero y el diálogo de saberes”. IN: Santiago Castro-Gómez y Ramón Grosfoguel, El giro decolonial: reflexiones para una diversidad epistémica más allá del capitalismo global / compiladores. Bogotá. Siglo del Hombre Editores; Universidad Central, Instituto de Estudios Sociales Contemporáneos y Pontificia Universidad Javeriana, Instituto Pensar, 2007.
CAVIGNAC, Julie Antoinette; DANTAS, Maria Isabel; SILVA, Danycelle Pereira da. Comidas de raiz: a retomada da cultura quilombola no Seridó (Brasil). Tessituras, Pelotas, v. 3, n. 2, p. 105-139, jul./dez. 2015.
CONTRERAS, Jesús e GRACIA, Mabel. Alimentação Sociedade e Cultura. Editora Fiocruz, Rio de janeiro, 2011.
CUNHA, M.C. & ELISABETSKY, E. “Agrobiodiversidade e outras pesquisas colaborativas de povos indígenas e comunidades locais com a academia”. IN: Maria Consolacion Villafane Udry e Jane Simoni Silveira Eidt Almeida (editoras técnicas). Conhecimento Tradicional: Conceitos e Marco Legal. Coleção Povos e Comunidades Tradicionais. Volume I. Brasília, DF. Embrapa. 2015.
DOUGLAS, Mary. “Las Estructuras culinárias”. IN: Jesús Contreras (org), Alimentacion y cultura: necessidades, gustos, costumbres. Barcelona: Universidade de Barcelona, 1979.
DUARTE, Adriana Guimarães. Referências culturais enquanto processo histórico de ocupação no litoral norte de Maceió: em ameaça ou em nova acomodação? Tese (doutorado em Arquitetura e Urbanismo) – Universidade Federal de Alagoas. Faculdade de Arquitetura e Urbanismo. Maceió, 2019.
EMPERAIRE, Laure. “Patrimônio agricultural e modernidade no Rio Negro – Amazonas”. IN: Manuela Carneiro da Cunha e Pedro de Niemayer Cesarino (orgs). Políticas Culturais e Povos Indígenas. São Paulo, Cultura Acadêmica, 2014.
FANON, Frantz. Os Condenados da Terra. Juiz de Fora MG, Editora Universidade Federal de Juiz de Fora, 2006.
—--. Pele negra, máscaras brancas. Salvador, Edufba, 2008.
FAUSTINO, M. Deivison. “Muito além do discurso: a relação entre colonialismo, capitalismo e racismo no pensamento de Frantz Fanon”. IN: Danilo Enrico Martuscelli (org). Racismo, etnia e lutas de classes no debate marxista [livro eletrônico]. Chapecó, SC: Ed. dos Autores, 2021.
—--. “Por que Fanon? Por que agora?”: Frantz Fanon e os fanonismos no Brasil. – Tese (Doutorado) Universidade Federal de São Carlos, São Carlos SP, 2015.
FERREIRA, A. Thalitha. “O potencial gastronômico e a redução da sociobiodiversidade: notas sobre o projeto baunilha do cerrado e seu fracasso”. Revista Arqueologia Pública, Campinas, SP, v. 17, n. 00. 2022.
FIRMINO, C. S. Paul. “Alicerces da formação socioespacial, histórica e econômica de Alagoas”. IN: Critica Histórica, Ano XIII, nº 25, Julho de 2022.
FISCHLER, Claude. El Honívoro: el gusto, la cocina e el cuerpo. Barcelona, Anagrama, 1995.
GROSFOGUEL, Ramón. “A estrutura do conhecimento nas universidades ocidentalizadas: racismo/sexismo epistêmico e os quatro genocídios/epistemicídios do longo século XVI”. IN: Revista Sociedade e Estado – Volume 31 Número 1. Universidade de Brasília. Janeiro/Abril 2016.
HAESBAERT, Rogério. Território e descolonialidade: sobre o giro (multi) territorial/de(s)colonial na América Latina. Buenos Aires, CLACSO; Niterói: Programa de Pós-Graduação em Geografía; Universidade Federal Fluminense, 2021
LEAL, F. Ondina. “Desdisciplinar a Antropologia: diálogo com Eduardo Restrepo”. Horizontes Antropológicos, Porto Alegre, ano 20, n. 41, p. 359-379, jan./jun. 2014.
LIMA, Weldja Marques da Silva. Do conflito a re-volta: o deslocamento campo-cidade entre camponeses em Alagoas. Dissertação (Mestrado em Sociologia). Universidade Federal de Alagoas. Maceió, 2020.
LITTLE, E. Paul. “Territórios Socias e Povos Tradicionais no Brasil: Por uma Antropologia da Territorialidade”. IN: Tempo Brasileiro, Rio de Janeiro 2004, páginas 251-290.
MENASCHE, Renata. “Tendências da alimentação contemporânea: percurso e elementos para uma agenda de pesquisa”. IN: CAMPOS, V.19 N.2 2018, 132-145.
MINTZ, Sidney W. “Comida, Cultura e Energia”. Pesquisa Histórica, nº26-2, Universidade Federal de Pernambuco, 2009, p.13-37.
MIRANDA, Danilo S. & CORNELLI, Gabriele. Cultura e Alimentação – Saberes alimentares e sabores culturais. Edições SESC SP, São Paulo, 2007.
MURTA, M. Gomes Nadja. O acaso dos casos: estudos sobre alimentação-nutrição, cultura e história. Tese (Doutorado em Ciências Sociais - antropologia). Pontifícia Universidade Católica (PUC). São Paulo, 2013.
POLLAN, Michael. Em Defesa da Comida – um manifesto. Intrínseca, 2008.
POULLAIN, Jean-Pierre & PROENÇA, Rosana. “O Espaço Social Alimentar: um instrumento para o estudo dos modelos alimentares”. Revista de Nutrição, Campinas, nº 3, p. 245-256, jul/set 2003.
QUIJANO, Aníbal. “Colonialidade do poder, eurocentrismo e América Latina”. IN: Edgardo Lander (org). A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais. Perspectivas latinoamericanas. Coleccion Sur Sur, CLACSO, Buenos Aires, Argentina. Setembro 2005.
RESTREPO, Eduardo & ROJAS, Alex. Inflexión decolonial: fuentes, conceptos y cuestionamientos. Universidad del Cauca, Popayán, Colombia. 2010.
SEGATO, L Rita. “Gênero e Colonialidade: Em busca de chaves de leitura e de um vocabulário estratégico descolonial”. IN: e-cadernos CES – Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra. Número 18, 2012.
TOLEDO, M. Víctor & BARRERA-BASSOLS, Narciso. A Memória Biocultural: a importância ecológica das sabedorias tradicionais. São Paulo, Expressão Popular. 2015.
WANDERLEY, B. Maria de Nazareth. “O Campesinato Brasileiro: uma história de resistência”. IN: RESR, Piracicaba-SP, Vol. 52, Supl. 1, p. 25-44, Fevereiro de 2015.
WOORTMANN, Ellen & CAVIGNAC A. Julie. Ensaios sobre a antropologia da alimentação: saberes, dinâmicas e patrimônios / organizadoras. Natal, RN. EDUFRN, 2016.
Descargas
Publicado
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2026 Marta Aguiar de Souza

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución-NoComercial 4.0.
La materia publicada es propiedad de la Revista, pudiendo ser reproducida total o parcialmente con indicación de la fuente.
Copyright: Los autores serán responsables de obtener el copyright del material utilizado.
Los autores que publican en esta revista concuerdan con los siguientes términos:
a. Los autores mantienen los derechos de autor y conceden a la revista el derecho de primera publicación, con el trabajo simultáneamente licenciado bajo la Licencia Creative Commons Attribution que permite el compartir el trabajo con reconocimiento de la autoría y publicación inicial en esta revista.
b. Los autores tienen autorización para asumir contratos adicionales por separado, para distribución no exclusiva de la versión del trabajo publicada en esta revista (por ejemplo, publicar en repositorio institucional o como capítulo de libro), con reconocimiento de autoría y publicación inicial en esta revista.
c. Los autores tienen permiso y son estimulados a publicar y distribuir su trabajo en línea (por ejemplo, en repositorios institucionales o en su página personal) a cualquier punto antes o durante el proceso editorial, ya que esto puede generar cambios productivos, así como aumentar el impacto y la cita del trabajo publicado (Vea el efecto del aceso libre)













