O Valor Filosófico do Misticismo em Henri Bergson

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.26512/2358-82842024e58973

Palabras clave:

Misticismo; Metafísica; Método; Deus.

Resumen

As Duas Fontes da Moral e da Religião é uma obra que se destaca pela sua beleza e profundidade, onde se respira o perfume de uma atmosfera plena de espiritualidade e aspirações místicas. É nesta obra que Henri Bergson propõe aquilo que ele chama de o valor filosófico do misticismo que está diretamente relacionado com a questão de Deus. O caminho encontrado pelo filósofo francês para falar sobre a existência de Deus foi o caminho do misticismo. Este é, portanto, nosso objetivo: abordar o tema do misticismo a partir de uma perspectiva filosófica que considera a experiência mística como uma experiência metafísica em que experimentamos interiormente a existência de Deus. O que o filósofo francês propõe ao abordar o tema do valor filosófico do misticismo é que a experiência mística pode se converter em um auxiliar de investigação filosófica. Na filosofia bergsoniana, o misticismo é introduzido como método que tem como objetivo lidar com questões de ordem metafísica. Como conclusão, pretende-se demonstrar, aos filósofos, que existe uma certa experiência, chamada mística, à qual podem, como filósofos, recorrer, ou que, ao menos, devem levar em consideração, em se tratando da questão da existência de Deus. Como metodologia utiliza-se a pesquisa bibliográfica.

Biografía del autor/a

  • Alexsandro Melo Medeiros, Universidade Federal do Amazonas

    Doutor em Sociedade e Cultura na Amazônia pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM).  Mestre em Filosofia pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Professor Associado da Universidade Federal do Amazonas e Professor do Programa de Pós-graduação em Educomunicação e Linguagens na Amazônia. Membro da Associação Brasileira de Filosofia da Religião (ABFR) e da Escola Amazônica de Filosofia (EAF).

Referencias

BERGSON, H. (2005). A Evolução Criadora. Tradução Bento Prado Neto. São Paulo: Martins Fontes. (Coleção Tópicos).

BERGSON, H. (1978). As Duas Fontes da Moral e da Religião. Tradução de Nathanael C. Caixeiro. Rio de Janeiro: Zahar Editores.

BERGSON, H. (1967). L’Énergie Spirituelle: essais et conférences. 132e ed. Paris: Les Presses universitaires de France.

BERGSON, H.; BACHELARD, G. (1974). Cartas, Conferências e Outros Escritos; A Filosofia do Não; O Novo Espírito Científico; A Poética do Espaço. São Paulo: Abril Cultural.

BONADIO, G. B. (2013). Moral: vida e emoção. Kínesis, (5)10, p. 84-100, dez., 2013. Disponível em: <http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/kinesis/article/view/4534>. Acesso em: 20 mar. 2024.

CARNEIRO, O. L. (2021). Experiência Mística e Metafísica em Henri Bergson. Campina Grande: EDUFCG.

CHEVALIER, J. (1959). Entretiens avec Bergson. Paris: Librairie Plon.

COELHO, H. S. (2022). O Pensamento Crítico: História e Método. Juiz de Fora-MG, Editora UFJF.

DELACROIX, H. (1908). Études d’histoire et de psychologie du mysticisme: les grands mystiques chrétiens. Paris: Félix Alcan.

FARIA, M. A. B. (2009). Vida e Criação: a Religião em Bergson. 101 p. Dissertação (Mestrado em Ciências da Religião), Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião, Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora-MG.

FENEUIL, A. (2023). Percevoir Dieu ? Henri Bergson et William P. Alston. ThéoRèmes, 2, 2012. Disponível em: <https://doi.org/10.4000/theoremes.310>. Acesso em: 20 out. 2023.

FERREIRA, R. L. (2022). Da Evolução Criadora às Duas Fontes: o Último Bergson e a Descoberta do Misticismo como Método em Filosofia. Pensando – Revista de Filosofia, v. 13, n. 28, p. 65-80, 2022. Disponível em: <https://revistas.ufpi.br/index.php/pensando/article/view/10292>. Acesso em: 26 set. 2024.

GOUHIER, H. (1961). Bergson et le Christ des Evangiles. Paris: Arthème Fayard.

JAMES, W. (2022). The Varieties of Religious Experience: a Study in Human Nature. Complete and Unabridged (Illustrated). Ireland: CrossReach Publications. Edição do Kindle.

MARCEAU, W. C. (1986). La philosophie spirituelle d’Henri Bergson. Laval théologique et philosophique, v. 42, n. 1, p. 35-55, fév., 1986. Disponível em: <https://doi.org/10.7202/400215ar>. Acesso em: 20 mar. 2024.

MONTEIRO, G. P. (2021). Religião, vida e sociedade: breve estudo a partir de Bergson e Freud. Trans/Form/Ação, Marília, v. 44, n. 3, p. 151-176, jul./set., 2021. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/0101-3173.2021.v44n3.14.p151>. Acesso em: 06 fev. 2024.

PRADO JÚNIOR, B. (1989). Presença e campo transcendental. São Paulo: EDUSP.

ROCHAMONTE, C. (2023). Bergson entre Filosofia e Espiritualidade. São Paulo: Edições Loyola. (Coleção Leituras Filosóficas)

ROCHAMONTE, C. (2016). Henri Bergson: mística e método. Paralellus, Recife, (7)14, p. 99-115, jan./abr. 2016. Disponível em: <http://dx.doi.org/10.20426/P.2178-8162.2016v7n14p099>. Acesso em: 20 jan. 2024.

ROCHAMONTE, C. (2011). Élan Vital e experiência mística: a intuição bergsoniana entre filosofia e espiritualidade. In: Anais do VII Seminário de Pós-Graduação em Filosofia da UFSCar, 2011.

TREVISAN, M. R. (2003). O valor filosófico do misticismo. São João da Cruz: aproximações bergsonianas. Síntese – Revista de Filosofia, (30)96, p. 65-83, 2003. Disponível em: <http://www.faje.edu.br/periodicos/index.php/Sintese/article/view/508>. Acesso em: 21 jan. 2024.

VIEILLARD-BARON, J. L. (2007). Conhecer Bergson. Tradução Mariana de Almeida Campos. Petrópolis: Vozes.

Publicado

2025-10-07

Número

Sección

Dossiê Religião e Cultura: Deus na Sociedade Pluralista I

Cómo citar

O Valor Filosófico do Misticismo em Henri Bergson. (2025). Revista Brasileña De Filosofía De La Religión, 11(1). https://doi.org/10.26512/2358-82842024e58973