CARACTERIZAÇÃO AGROECOLÓGICA DE SISTEMAS TRADICIONAIS DE PRODUÇÃO DO AÇAÍ (EUTERPE SPP.) EM CARAUARI, NO MÉDIO RIO JURUÁ, ESTADO DO AMAZONAS

Autores

DOI:

https://doi.org/10.33240/rba.v16i2.23200

Palavras-chave:

Inventário, Solo, Unidade de conservação, Projeto de assentamento

Resumo

Em Carauari, a coleta extrativa e o cultivo do açaí (Euterpe spp.) resultam do manejo complexo de agroecossistemas que diferem em seus aspectos sociais e organizacionais. Para descrever os padrões de organização agroecológica desses diferentes agroecossistemas produtores de açaí, foram realizados levantamentos dendrométricos e edafológicos, para caracterização das estruturas das populações de Euterpe spp., suas distribuição e interação nos sistemas ambientais e sociais locais. Os levantamentos foram conduzidos em três territórios coletivos: Projeto de Assentamento Riozinho, na Reserva Extrativista Médio Juruá; e na Reserva de Desenvolvimento Sustentável de Uacari. Os açaizais ocorrem em ambiente de terra firme ou em áreas próximas de corpos d’água, sob a forma de floresta extrativa de E. precatoria ou de sistemas cultivados. Esses últimos podem ser monocultivos, consórcios entre as espécies Euterpe oleraceae e Euterpe precatoria, ou sistema agroflorestal com outras espécies de frutíferas e madeireiras, associadas ou não com a criação de animais. Esses agroecossistemas geram significados econômicos e culturais importantes, além de estruturarem as paisagens locais.

Biografia do Autor

  • Jhassem Antônio Silva de Siqueira, Universidade Federal do Amazonas

    Doutor em Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia pela Universidade Federal do Amazonas (2018), engenheiro florestal pela Universidade Federal do Amazonas (2001), mestre em Biotecnologia e recursos naturais da Amazônia pela Universidade do Estado do Amazonas (2005). Em sua trajetória profissional acumula experiência na coordenação de projetos de manejo de recursos florestais, estudos sócio-ambientais em comunidades tradicionais na Amazônia; além da execução de inventário de recursos florestal. Atuante na área da educação como professor em cursos técnicos ambientais profissionalizantes e na academia federal do Amazonas em ciências agrárias. Desenvolveu em seu doutorado uma abordagem sistêmica junto as cadeias de valor do açaí, estabelecendo meios para quantificar e qualificar partes do todo ambiental, relacionado ao fenômeno social do trabalho em comunidades rurais de Carauari. A abordagem integrativa possibilitou a compreensão de partes constituintes da auto-organização que move o sistema ambiental na produção e re-produção do açaí no Bioma Amazônico.

  • Henrique dos Santos Pereira, Universidade Federal do Amazonas

    Possui graduação em Agronomia pela Universidade Federal do Amazonas (1984), mestrado em Biologia (Ecologia) pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (1992) e doutorado em Ecologia pela The Pennsylvania State University (1999). Atualmente, é professor titular da Faculdade de Ciências Agrárias e do Centro de Ciências do Ambiente da Universidade Federal do Amazonas, onde atua como membro da coordenação do programa de pós-graduação em Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia (www.ppgcasa.ufam.edu.br) (2019-2021). Tem experiência na área de Agronomia, com ênfase em Agricultura Familiar, atuando principalmente nos seguintes temas: comunidades ribeirinhas, agricultura familiar, manejo de recursos naturais, extrativismo e políticas de gestão ambiental. É secretário executivo da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ambiente e Sociedade - ANPPAS (2019 -2023).

     

  • Suzy Cristina Pedroza da Silva

    Doutora em Geociências Aplicadas pela Universidade de Brasília - UnB em 2014. Mestre em Agricultura e Sustentabilidade na Amazônia pela Universidade Federal do Amazonas, área de concentração - agroecologia em 2006. Graduada em Engenharia Florestal pela Universidade Federal do Amazonas em 2003. Tem experiência na área de Geoprocessamento, Sistemas de Informação Geográfica e Sensoriamento Remoto, Recursos Florestais, Agricultura Familiar e Sistemas Agroflorestais.

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Publicado

2021-06-25

Edição

Seção

Artigos