LGBTQIA+fobia y fútbol: un análisis discursivo y descolonial de los comentarios violentos en Instagram

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.35956/v.25.n1.2025.p.64-84

Palabras clave:

Descolonialidad, Estudios Discursivos Foucaultianos, Fútbol, LGBTQIA+fobia. Lingüística Aplicada Transvertida, Relaciones de saber-poder

Resumen

En junio de 2024, Fluminense Futebol Clube publicó, en Instagram, entre otras fotos, una que mostraba una bandera con el escudo del equipo superpuesto a los colores del movimiento LGBTQIA+. Poco después se publicaron comentarios prejuiciosos y violentos de algunos/nas aficionados/as, revelando un intento de invalidar el debate sobre la diversidad y sacarlo del ámbito del fútbol. En este contexto, el objetivo principal de este artículo es analizar discursivamente las relaciones de saber, poder y resistencia que permean y constituyen sujetos LGBTQIA+ que sustentan este deporte, a través de la materialidad de los comentarios mencionados. Para realizar tal análisis, discutimos los procesos de cosificación implementados en estas declaraciones, investigamos los saberes que permiten su irrupción y reflexionamos sobre las posibilidades de romper con prácticas discriminatorias, excluyentes y violentas. Nos basamos principalmente en Estudios Discursivos Foucaultianos en interacción transdisciplinaria con investigaciones decoloniales realizadas en el campo de la Lingüística Aplicada Transvertida.

Biografía del autor/a

  • Douglas de Oliveira Domingos, Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, Paraíba

    Professor de Língua Portuguesa na Secretaria de Estado da Educação da Paraíba (SEE-PB) e na Secretaria de Educação do Município de Cabedelo (SEDUC). Mestre em Linguística pelo Programa de Pós-Graduação em Linguística (PROLING / CCHLA / UFPB), licenciado em Língua Portuguesa pela Universidade Estadual Vale do Acaraú / UNAVIDA (2017) e graduado em Jornalismo pela Universidade Federal da Paraíba (2019). Atualmente é doutorando no PROLING e interessa-se por temas relativos à Análise do Discurso, especificamente aos Estudos Discursivos Foucaultianos.

  • Fábio Alexandre Silva Bezerra, Universidade Federal da Paraíba

    Doutor em Língua Inglesa e Linguística Aplicada (UFSC). PhD em Linguística (The University of Sydney). Pós-doutorado em Sociologia (UFPB), onde é Professor Associado do Departamento de Letras Estrangeiras Modernas e Professor Permanente do Programa de Pós-Graduação em Linguística. Lidera o GEPLAM (UFPB/CNPq): instagram.com/geplamufpb. Investiga temáticas socio-identitárias em perspectivas transviada, interseccional e descolonial, articulando análises sistêmico-funcionais, sociossemióticas e críticas do discurso multimodal. Membro da Red Latinoamericana de Estudios sobre Multimodalidad (RedLem). Membro da ALAB e da ABRALIN, na qual integra a Comissão de Diversidade, Igualdade e Inclusão. Líder da Rede nacional GSI - Gêneros, Sexualidades e Intersecções, afiliada ao Projeto Nacional de Letramentos (USP).

Referencias

Adorno, T; Horkheimer, M. 1985. Dialética do Esclarecimento. Tradução de Guido Antonio de Almeida, Rio de Janeiro: Zahar Editores.

Akotirene, C. 2019. Interseccionalidade. São Paulo: Sueli Carneiro; Pólen. Bandeira, Gustavo. 2010. Um currículo de masculinidades nos estádios de futebol. Revista Brasileira de Educação, v. 15, n. 44: 342-410.

Bezerra, F. 2023. Linguística Aplicada Transviada:gênero e sexualidade nos estudos da linguagem em perspectiva descolonial, interseccional e transdisciplinar. Campinas: Pontes Editores.

Bispo Dos Santos, A. 2023. A terra dá, a terra quer. São Paulo: Ubu Editora; PISEAGRAMA.

Bresque, G. 2021. Uma nova perspectiva da virilidade a partir do esporte brasileiro. Revista Perspectivas Sociais, v. 7, n. 1: 49-61.

Carneiro, S. 2011. Racismo, sexismo e desigualdade no Brasil. São Paulo: Selo Negro.

César, C. 2023. [Disponível na internet em https://www.cartacapital.com.br/diversidade/preconceito-em-campo-8-em-cada-10-torcidas-lgbts-nao-frequentam-estadios-de-forma-organizada].

Preconceito em campo: 8 em cada 10 torcidas LGBTs não frequentam estádios de forma organizada. Carta Capital, Diversidade [Consulta: 18 de julho de 2024].

Eribon, D. 2008. Reflexão sobre a questão gay. Trad. de Procopio Abreu. Rio de Janeiro: Companhia de Freud.

Foucault, M. O Sujeito e o Poder. 1995. In: Dreyfus, H.; Rabinow, P. Michel Foucault, uma trajetória filosófica. Para além do estruturalismo e da hermenêutica. Tradução de Vera Portocarrero. Rio de Janeiro: Forense Universitária.

Foucault, M. 1999. A ordem do discurso. São Paulo: Loyola.

Foucault, M. 2003. Estratégia, poder-saber. Ditos e escritos IV. Rio de Janeiro: Forense Universitária.

Foucault, M. 2009. História da sexualidade I: a vontade de saber. 19 ed. Rio de Janeiro: Edições Graal.

Foucault, M. 2017. Microfísica do poder. 6. ed. Rio de Janeiro, São Paulo: Paz e Terra.

Hooks, B. 2017. Ensinando a transgredir: a educação como prática da liberdade. Trad. de Marcelo Brandão Cipolla. 2. ed. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes.

Kessler, C. 2012. Se é futebol, é masculino? Sociologias Plurais, n. 1: 240-254.

Mbembe, A. 2018. Necropolítica: biopoder, soberania, estado de exceção, política de morte. São Paulo: N-1 edições.

Mignolo, W.; Walsh, C. 2018. On decoloniality: Concepts, analytics, praxis. Duke University Press.

Moita Lopes, L (org.). 2006. Por uma linguística aplicada INdisciplinar. São Paulo: Parábola Editorial.

Pereira, E; Brito, L. 2018. Meninos de verdade: discursos de masculinidades na educação física infantil. In: Caetano, Marcio; Silva Junior, P (org). De guri a cabra-macho: masculinidades no Brasil, pp. 212-230. Rio de Janeiro: Lamparina.

Quijano, A. 2005a. Colonialidade do poder, eurocentrismo e América Latina. In: Quijano, Anibal. A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais, perspectivas latino-americanas. Buenos Aires: CLACSO.

Quijano, A. 2005b. Dom Quixote e os moinhos de vento na América Latina. Estudos Avançados, São Paulo, v. 19, n. 55: 9-31.

Ribeiro, E. 2024. [Disponível na Internet em https://ge.globo.com/futebol/times/vasco/noticia/2024/06/28/gay-drag-queen-e-torcedor-do-vasco-respeite-a-historia-de-nando-gald.ghtml].

Gay, drag queen e torcedor do Vasco: respeite a história de Nando Gald. G1, Globo Esporte. [Consulta: 18 de julho de 2024].

Rios, F; Coelho, M C. 2020. Emoção e masculinidade no universo do futebol no Brasil. Cadernos Pagu, n. 58.

Santana, E. 2018. LGBT como pauta do jornalismo: política, direitos civis, celebridades e violência. Salvador: Editora Devires.

Santos, B; Meneses, M. 2009. Epistemologias do sul. Coimbra: Edições Almedina.

Spaggiari, E. 2023. Produção de masculinidades e futebolistas: etnografias da paisagem varzeana de São Paulo (SP). Revista Diversidade e Educação, v. 11, n. 2: 107-132.

Spargo, T. 2019. Foucault e a teoria queer: seguido de Ágape e êxtase: orientações pós-seculares. Trad. de Heci Regina Candiani. Belo Horizonte: Autêntica Editora.

Teixeira, T. 2022. Além de preto, viado: uma análise sobre as masculinidades negras afeminadas. In: Souza, David; Santos, Daniel; Z, Vinícius (org). Bixas pretas: dissidências, memórias e afetividades, pp. 214-224. Salvador: Devires.

Teixeira, T. 2024. Políticas de descontinuidade: ética e subversão. Salvador: Editora Devires.

Tiburi, M. 2020. Como derrotar o turbotecnomachonazifascismo ou seja lá o nome que se queira dar ao mal que devemos superar. Rio de Janeiro: Record.

Trindade, L. 2022. Discurso de ódio nas redes sociais. São Paulo: Jandaíra.

Vecchiatti, P. 2019. Mobilização judicial pelos direitos da diversidade sexual e de gênero no Brasil. In: Lelis, Rafael; Almeida, Marcos (org). Diálogos LGBTI+: avançando lutas e conjugando campos, pp. 157-187. Salvador: Editora Devires.

Descargas

Publicado

2025-07-04

Número

Sección

Artículos

Cómo citar

LGBTQIA+fobia y fútbol: un análisis discursivo y descolonial de los comentarios violentos en Instagram. (2025). Revista Latinoamericana De Estudios Del Discurso, 25(1), 64-84. https://doi.org/10.35956/v.25.n1.2025.p.64-84

Artículos similares

11-20 de 371

También puede Iniciar una búsqueda de similitud avanzada para este artículo.