Estética, pragmatismo e um ideal de habitar ecológico

Autores

  • Gabriela Lima Mascarenhas Moreira Universidade Federal de Mato Grosso do Sul; Faculdade de Artes, Letras e Comunicação; Programa de Pós-Graduação em Estudos de Linguagens https://orcid.org/0000-0002-7558-0199
  • Eluiza Bortolotto Ghizzi Universidade Federal de Mato Grosso do Sul; Faculdade de Artes, Letras e Comunicação; Programa de Pós-Graduação em Estudos de Linguagens https://orcid.org/0000-0002-4770-625X

DOI:

https://doi.org/10.18830/1679-09442025v18e57114

Palavras-chave:

Teoria da arquitetura, Arquitetura ecológica, Estética, Pragmatismo

Resumo

Neste artigo, interessamo-nos por desenvolvimentos do conhecimento arquitetônico contemporâneo concomitantes ao contexto de crise ambiental, assinalando a necessidade de revisão dos fundamentos da arquitetura, em seu propósito de mediar a experiência de habitar o mundo. Partimos do reconhecimento de que a ecologia se consolida como um elemento da cultura global, fomentando essa crítica. Assim, ao conduzir essa reflexão, consideramos, inicialmente, a influência do pensamento ecológico sobre a teoria recente da arquitetura, desdobrando-se na revisão das definições convencionais de arquitetura e natureza. Admitindo, além disso, que essas ideias encontram continuidade no âmbito da prática, observamos, em especial, a importância atribuída à dimensão estética da arquitetura na busca por modelos coerentes com um ideal ecológico, entendendo que este exige uma postura não-antropocêntrica, não-dualista e não limitada a um racionalismo. Propomos, então, que a filosofia pragmatista de Charles Sanders Peirce, na relação que estabelece entre pragmatismo e estética, adequa-se a orientar esse olhar sobre ecologias arquitetônicas possíveis. Em seguida, portanto, analisamos conceitos da filosofia peirciana, com ênfase no papel da estética em relação aos ideais que guiam nossos sentimentos, ações e pensamentos. Consideramos, então, a relevância do pragmatismo, articulado na interação entre teoria e prática, para refletir sobre a manifestação de um ideal ecológico como um estágio do conhecimento em arquitetura.

Biografia do Autor

  • Gabriela Lima Mascarenhas Moreira, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul; Faculdade de Artes, Letras e Comunicação; Programa de Pós-Graduação em Estudos de Linguagens

    Graduada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (2016), é Mestre (2019) e Doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação em Estudos de Linguagens da mesma universidade (PPGEL/ UFMS). Vem se dedicando, em especial, ao estudo da semiótica filosófica de Charles Sanders Peirce, assim como de sua estética e de seu pragmatismo. Em suas pesquisas, investiga as contribuições do pensamento desse autor para o campo do conhecimento em arquitetura.

  • Eluiza Bortolotto Ghizzi, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul; Faculdade de Artes, Letras e Comunicação; Programa de Pós-Graduação em Estudos de Linguagens

    Arquiteta e Urbanista, doutora em Comunicação e Semiótica (PUCSP / bolsa CAPES). Como professora na UFMS, atuou nos cursos de Artes Visuais (1987-2018) e de Arquitetura e Urbanismo (2001-2016); e mantém vínculo com o Programa de Pós-graduação em Estudos de Linguagens. Nessa mesma instituição, colabora com projeto de pesquisa “A obra arquitetônica de Jurandir Santana Nogueira: análise, classificação e disseminação”, coordenado por Alex Nogueira. Na PUCSP, integra o grupo de pesquisa (CNPq) Centro de Estudos de Pragmatismo, coordenado por Ivo A. Ibri. Desenvolve estudos em estética e semiótica pragmatistas, com foco nas áreas de artes visuais, design e arquitetura.

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Publicado

02-09-2025

Edição

Seção

Teoria, História e Crítica

Como Citar

Estética, pragmatismo e um ideal de habitar ecológico. (2025). Paranoá, 18, e57114. https://doi.org/10.18830/1679-09442025v18e57114

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