Sob o signo da luz e das sombras: o imaginário da autonomia em educação

Autores

  • Manuel Gonçalves Barbosa Universidade do Minho

DOI:

https://doi.org/10.26512/lc.v18i36.3914

Palavras-chave:

Imaginário, Autonomia, Ressignificações, Educação

Resumo

O imaginário da autonomia tem um longo passado atrás de si e ainda hoje concita as maiores atenções em educação. Não obstante, devido à sua redefinição em termos de autossuficiência, cuidado de si mesmo, eu empreendedor, responsabilidade individual e autodeterminação obrigatória, questiona-se se essas ressignificações devem ser promovidas pela educação, pois, aparentemente, não se articulam com o lado luminoso desse imaginário, quer dizer, com a liberdade e a emancipação do ser humano. O nosso objetivo, depois de um transcurso histórico para dar profundidade ao tema do imaginário da autonomia, consiste em analisar as luzes e as sombras que presentemente envolvem esse imaginário e em perguntar, por referência à educação, se ainda vale a pena investir nesse imaginário e de que modo.  

Biografia do Autor

  • Manuel Gonçalves Barbosa, Universidade do Minho

    Doutor em Educação pela Universidade do Minho, Braga, Portugal. Professor Associado na Universidade do Minho, vinculado ao Instituto de Educação e ao Departamento de Teoria da Educação e Educação Artística e Física. Integra o Centro de Estudos em Educação (Cied) e coordena o projeto Educação, Cidadania e Sociedade Civil. Publicações recentes: A educação em arenas sociais multiculturais. Revalorização do papel da sociedade civil (2011); Educação e imaginário intercultural: recomposição do papel da sociedade civil (2012).

     

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Publicado

10.09.2012

Edição

Seção

Artigos