Eric Hobsbawm: um historiador universal

Autores

  • Claudio Henrique de Moraes Batalha Universidade Estadual de Campinas

Palavras-chave:

Historiador, Eric Hobsbawm

Resumo

A morte de Eric J. Hobsbawm, em 1º de outubro de 2012, suscitou em várias partes do mundo manifestações condizentes com o papel que esse historiador desempenhou na historiografia. Porém, no Brasil o que chamou atenção na grande imprensa foi a publicação de libelos acusatórios das opções ideológicas e políticas que realizou ao longo de sua vida. A revista semanal Veja (4/10/2012), campeã das salas de espera de consultórios médicos privados e das teses de direita, publicou artigo com o título “A imperdoável cegueira ideológica de Eric Hobsbawm”. Já na Folha de S. Paulo (10/10/2012), foi a vez de Demétrio Magnoli – um dos vários que oriundo da corrente trotskista “Liberdade e Luta” acabou como porta-voz da direita, dita liberal – acusar Hobsbawm por não haver denunciado os crimes do stalinismo, em artigo intitulado “O esqueleto que sorri”. A tônica de ambos era que Hobsbawm teria sido melhor historiador se não fosse marxista e se não tivesse assumido as posições que assumiu, no entanto, nesse caso ele jamais teria sido Hobsbawm.

Biografia do Autor

  • Claudio Henrique de Moraes Batalha, Universidade Estadual de Campinas

    Doutor em História pela Université de Paris I (Panthéon-Sorbonne), 1986. É professor doutor do Departamento de História da Universidade Estadual de Campinas. Tem experiência na área de História, com ênfase em História do Brasil República e História Moderna e Contemporânea, atuando principalmente nos seguintes temas: movimento operário, Primeira República e socialismo no Brasil e na França. Email: batalha@unicamp.br

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Publicado

21.12.2012