O uso da tradução no ensino-aprendizagem das línguas estrangeiras
DOI:
https://doi.org/10.26512/rhla.v8i2.756Palavras-chave:
Tradução;, Linguística aplicada;, Ensino de línguas estrangeirasResumo
Com o surgimento da Abordagem Comunicativa, em meados dos anos 1980 do século passado, a questão do uso da tradução em sala de aula de língua estrangeira (LE) foi deslocada para as áreas periféricas do debate linguístico. Os manuais de linguística aplicada e de didática das LE ignoraram durante muito tempo a questão, considerando-a um problema já resolvido, ou seja, era comumente aceito pela comunidade científica que o uso da tradução em sala de aula era desnecessário e até desaconselhável. Com este artigo, pretende-se reabrir a discussão analisando os motivos não somente linguísticos, mas também ideológicos e políticos que essa discussão envolve, e reavaliar as vantagens desta técnica didática. Começa-se ilustrando de que forma as várias abordagens para o ensino de LE têm considerado a tradução desde meados do século XVII até a época contemporânea. Verifica-se como, não obstante a tradução tenha perdido progressivamente seu papel de técnica eficaz no ensino/aprendizagem de uma LE, é, porém, bastante comum ver professores que usam a língua materna (LM), e estudantes que se aproximam da LE mediante o uso da tradução. Conclui-se esta análise sugerindo uma série de possíveis atividades didáticas que contemplem o uso da tradução em uma sala de aula de LE.
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