La narrativa como subversión de la historia única em El sonido del rugido del jaguar, de Micheliny Verunschk

Autores/as

Palabras clave:

Micheliny Verunschk; narrativas contemporáneas; violencia colonial

Resumen

Este artículo presenta una lectura crítica de El sonido del rugido del jaguar, novela de Micheliny Verunschk (2022), identificando el registro de la violencia perpetrada por la colonización europea contra el Otro subalternizado a partir da escrita de su historia. Entretejiendo ficción fragmentos de lo real representados por registros históricos, la narrativa de Verunschk huye a los límites de la autonomía para recontar la trayectoria oficial que se extiende desde la colonización de Brasil hasta la contemporaneidad. Propone que el recurso utilizado por la autora es el de suplantar dos niveles de la narrativa. El primero, relativo a los personajes protagonistas del relato, la niña indígena Iñe-e y Josefa, de ascendencia indígena. Y un segundo, a la narración de la historia de esos personajes, que habiendo sido escrita por los científicos exploradores alemanes Von Spix y Von Martius desde una perspectiva colonial, es subvertida por el narrador que presta su voz y su lenguaje a un otro colonizado, rompiendo con la historia única comúnmente perpetuada. La base teórica la aportan, entre otros, Ludmer (2013), Federici (20172019Adichie (2009), Lugones (2014), Mundukuru (2017), Pedrosa et al (2018).

Referencias

ADICHIE, Chimamanda Ngozie (2009). O perigo de uma história única. Tradução de Júlia Romeu. São Paulo: Companhia das Letras.

BUGRE (2014). In: Dicionário Caldas Aulete Digital. Disponível em: Disponível em: https://www.aulete.com.br/bugre Acesso em: 1 fev 2023.

» https://www.aulete.com.br/bugre

CANDIDO, Antonio (2007). O personagem do romance. In: Candido, Antonio; Rosenfeld, Anatol; Prado, Décio de Almeida; Gomes, Paulo Emílio Salles (2007) A personagem de ficção. 11. ed. São Paulo: Perspectiva. p. 51-80.

AGÊNCIA ESTADO (2023). Relatos de 30 meninas Yanomami grávidas de garimpeiros, diz secretário. Correio Brasiliense. 1 fev. 2023. Disponível em: Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/brasil/2023/02/5070666-relatos-de-30-meninas-yanomami-gravidas-de-garimpeiros-diz-secretario.html Acesso em: 23 jul. 2024.

» https://www.correiobraziliense.com.br/brasil/2023/02/5070666-relatos-de-30-meninas-yanomami-gravidas-de-garimpeiros-diz-secretario.html

DAMIANI, Adila (2023). “Minha avó foi pega no laço”: frase sobre povos indígenas não é motivo de orgulho. A Gazeta. 19 abr. 2023. Disponível em: Disponível em: https://www.agazeta.com.br/artigos/minha-avo-foi-pega-no-laco-frase-sobre-povos-indigenas-nao-e-motivo-de-orgulho-0423 Acesso em: 10 out. 2024.

» https://www.agazeta.com.br/artigos/minha-avo-foi-pega-no-laco-frase-sobre-povos-indigenas-nao-e-motivo-de-orgulho-0423

FEDERICI, Silvia (2017). Calibã e a bruxa: mulheres, corpo e acumulação primitiva. Tradução de Coletivo Sycorax. São Paulo: Elefante.

FEDERICI, Silvia (2019). Mulheres e caça às bruxas: da Idade Média aos dias atuais. Tradução Heci Regina Candiani. São Paulo: Boitempo.

LAVIGNE, Nathália (2024). O rapto de crianças indígenas por cientistas alemães em expedição pelo Brasil no século 19. BBC News Brasil. 15 maio 2024. Disponível em: Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cll4zdq3n00o#:~:text=%22O%20tr%C3%A1fico%20infantil%20ind%C3%ADgena%20no,sua%20fam%C3%ADlia%2C%20terra%2C%20cultura Acesso em: 10 out. 2024.

» https://www.bbc.com/portuguese/articles/cll4zdq3n00o#:~:text=%22O%20tr%C3%A1fico%20infantil%20ind%C3%ADgena%20no,sua%20fam%C3%ADlia%2C%20terra%2C%20cultura

LUDMER, Josefina (2013). Aqui América Latina: uma especulação. Belo Horizonte: Editora UFMG.

LUGONES, María (2014). Rumo a um feminismo descolonial. Revista Estudos Feministas, Florianópolis, v. 22, n. 3, p. 935-952. Disponível em: Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/ref/article/view/36755 Acesso em: 1 out. 2024.

» https://periodicos.ufsc.br/index.php/ref/article/view/36755

MUNDURUKU, Daniel (2017). Minha vó foi pega no laço. Daniel Munduruku. 2 nov. 2017. Disponível em: Disponível em: https://danielmunduruku.blogspot.com/2017/11/minha-vo-foi-pega-laco.html Acesso em: 10 out. 2024.

» https://danielmunduruku.blogspot.com/2017/11/minha-vo-foi-pega-laco.html

PEDROSA, Célia; KLINGER, Diana; WOLFF, Jorge; CÁMARA, Mário (orgs.) (2018). Indicionário do contemporâneo. Belo Horizonte: Editora UFMG.

REIS, Roberto (1992). Cânon. In: JOBIM, José Luís (org.) (1992). Palavras da crítica: tendências e conceitos no estudo da literatura. Rio de Janeiro: Imago. p. 65-92.

VERGÈS, Françoise. O museu é, desde o início, um roubo. [Entrevista concedida a] Bruno Albertim. Continente, Recife, 20 out. 2023. Disponível em: Disponível em: https://revistacontinente.com.br/secoes/entrevista/ro-museu-e-desde-o-inicio-um-roubor Acesso em: 23 jul. 2024.

» https://revistacontinente.com.br/secoes/entrevista/ro-museu-e-desde-o-inicio-um-roubor

VERUNSCHK, Micheliny (2022). O som do rugido da onça. São Paulo: Companhia das Letras . [e-book kindle].

Publicado

2025-03-15

Número

Sección

Dossier “Prácticas Literarias Posinstitucionales en la Contemporaneidad”