Crónicas del (re)descubrimiento: la re-significación de lo urbano a través de lagunas epistémicas en Crónicas de São Paulo, de Daniel Munduruku

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.1590/2316-40187103

Palabras clave:

literatura indígena; decolonialidad; re-significación de lo urbano

Resumen

Este artículo surge a partir de los resultados presentados en la tesis de maestría en investigación titulada "(Re)descubriendo São Paulo: Memoria y Narrativa Indígena en la Re-significación del Espacio Urbano" (2021). Por lo tanto, este artículo se centra en el análisis del libro Crônicas de São Paulo: Um Olhar Indígena o Crónicas de São Paulo: Una Perspectiva Indígena (mi traducción), de Daniel Munduruku (2019), con un enfoque en la articulación del autor en torno a la episteme negada que evocan los nombres indígenas presentes en la ciudad. El objetivo es resaltar cómo Munduruku, al reflexionar sobre las palabras indígenas que nombran diferentes regiones de la metrópolis, propone una perspectiva que trasciende las normas de temporalidad y espacialidad, poniendo en primer plano la capa ancestral de São Paulo que ha sido invisibilizada. En este proceso, el autor negocia símbolos y simbolismos, a través de los vacíos simbólicos de la ciudad, inspirando una lectura decolonial de la metrópoli.

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Publicado

2024-02-19

Cómo citar

Crónicas del (re)descubrimiento: la re-significación de lo urbano a través de lagunas epistémicas en Crónicas de São Paulo, de Daniel Munduruku. (2024). Estudos De Literatura Brasileira Contemporânea, 71, 1-15. https://doi.org/10.1590/2316-40187103