Lula 3 e o revigoramento da parceria estratégica com a China

Autores/as

  • Roberto Gourlart de Menezes Universidade De Brasília (UnB)
  • Vitor dos Santos Bueno Universidade De Brasília (UnB)
  • Juscelino Eudâmidas Bezerra Universidade De Brasília (UnB)

DOI:

https://doi.org/10.26512/2236-56562025e58656

Palabras clave:

Relaciones Sino-Brasileñas, Integración Regional Sudamericana, Gobiernos Lula, Política Exterior Brasileña

Resumen

Este artículo analiza la evolución de las relaciones sino-brasileñas en el contexto del tercer gobierno de Lula, considerando la intensificación de las disputas entre Estados Unidos y China y sus repercusiones en América Latina. El objetivo central es examinar cómo Brasil ha buscado equilibrar sus relaciones con las dos potencias globales, manteniendo a China como principal socio comercial mientras desarrolla estrategias de integración regional. La metodología empleó investigación bibliográfica, análisis documental de organismos gubernamentales (MRE, MPOG, MDIC) y datos estadísticos de la plataforma Comexstat sobre balanza comercial e inversiones extranjeras directas chinas. Los resultados demuestran que China se consolidó como el mayor socio comercial brasileño desde 2009, con gran flujo de inversiones extranjeras directas concentradas en sectores extractivos y energéticos. El estudio revela una relación asimétrica pero complementaria, con Brasil exportando commodities e importando productos manufacturados. Las conclusiones indican que el gobierno Lula 3 adopta una diplomacia pragmática, utilizando iniciativas como el Consenso de Brasilia y las 5 Rutas de Integración Sudamericanas para fortalecer el liderazgo regional, mientras busca sinergias con estrategias chinas, manteniendo así el equilibrio geopolítico necesario

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Publicado

2025-08-03

Número

Sección

Dossiê - Artigos de conferencistas na III Mesa-Redonda em Geografia Política da UnB (10-12 de dezembro de 2024)

Cómo citar

Lula 3 e o revigoramento da parceria estratégica com a China . (2025). Revista Espacio Y Geografía, 28, 129-153. https://doi.org/10.26512/2236-56562025e58656