Entre Conflictos y Disputas: La Geografía de las Escuelas en el Campo en la Región Norte de Brasil
DOI:
https://doi.org/10.26512/2236-56562025e57462Palabras clave:
Educación Rural; Cierres de escuelas; Censo Escolar del INEP.Resumen
Este artículo analiza la dinámica del funcionamiento de las escuelas rurales de la región Norte de Brasil durante las últimas dos décadas (1999-2019), considerando tres formas de análisis: (i) la reducción del número total de escuelas funcionando en diferentes períodos; (ii) la recurrencia de los cierres, es decir, la frecuencia con la que la misma escuela es cerrada y reabierta dentro de un período de tiempo; y (iii) cierres definitivos. Entre estos enfoques, el más utilizado en la literatura es el análisis de la reducción absoluta del número de escuelas, comparando números en diferentes años. En este sentido, datos del Instituto Nacional de Estudios e Investigaciones Educativas Anísio Teixeira (INEP) indican que la región Norte perdió 7.709 escuelas rurales entre 1999 y 2019, al pasar de 21.321 a 13.612 unidades, lo que representa una reducción del 36,2%. Este proceso no sólo compromete el derecho a la educación en los territorios de la población rural, sino que también genera impactos como el aumento del desplazamiento estudiantil, el hacinamiento en las escuelas urbanas y el debilitamiento de las comunidades rurales. La investigación adopta un enfoque cualitativo basado en el análisis de datos del Censo Escolar del INEP, que muestra que, a pesar de legislaciones como la Ley nº 12.960/2013, el cierre de escuelas en el campo sigue siendo recurrente, reforzando la necesidad de políticas públicas efectivas para garantizar el derecho a la educación en el campo.
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