OS MOLDES PARA A MÚSICA: ALGUMAS REFERÊNCIAS À ESCULTÓRICA NO LIVRO II DA REPÚBLICA DE PLATÃO
DOI:
https://doi.org/10.26512/dramaturgias29.59436Palabras clave:
Platão, República, EscultóricaResumen
Como se sabe, no Livro II da República de Platão os personagens moldam (plátto) a cidade justa no intuito de, olhando para ela, descobrir o que é a justiça. Esta questão, sobre o ser da justiça, é colocada no Livro I, que termina em aporia, e respondida no Livro IV. Depois de moldada a cidade, nos Livros II e III os personagens refletem sobre como seria a educação na cidade ideal, a educação ideal. Ela será composta de música (mousiké) para a alma e ginástica para o corpo, seguindo a tradição grega. Todavia, Platão não aceitará completamente os poemas musicados conhecidos dos gregos. Ele irá propor uma reformulação destes. Os personagens concordam que entre deuses e heróis não deve haver guerras, que eles não devem ser levados pelas emoções, que não devem mentir, por exemplo. Personagens que são paradigmas para os homens devem ser bons, simples e sinceros. É isto que compõe os moldes (týpos) para a poesia. Não cabe a Sócrates, Gláucon e Adimanto compor os poemas ideais. Eles são fundadores da cidade, e não poetas. A filósofos cabe exibir os moldes, como os usados pelos escultores, segundo os quais os poetas criarão os seus mitos. A filosofia, assim, aproxima-se da arte escultórica; o filósofo trabalha como um escultor. Essa imagem da escultura para falar da filosofia em sua relação com a poesia musicada será o objeto de nossa atenção em nosso texto.
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Derechos de autor 2025 LETHICIA OURO OLIVEIRA

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