A Montanha Mágica
música, filosofia e a estética contingente de Mark Lanegan na tradição de Thomas Mann
DOI:
https://doi.org/10.26512/cerrados.v34i69.60171Palabras clave:
Thomas Mann, Mark Lanegan, música, literatura comparada, estética filosóficaResumen
O artigo propõe uma leitura interdisciplinar de A Montanha Mágica (1924), de Thomas Mann, tomando a música como eixo estético, filosófico e existencial. No capítulo “Fülle des Wohllauts” (Abundância de Harmonia), a música é apresentada não apenas como motivo narrativo, mas como meio de investigar a temporalidade, a melancolia e a própria condição da existência. A obra de Mark Lanegan — especialmente as memórias Sing Backwards and Weep (2020) e Devil in a Coma (2021), além de sua produção musical solo — é incorporada como lente interpretativa contemporânea, oferecendo novas perspectivas sobre introspecção, sofrimento e transcendência artística. A aproximação entre Mann e Lanegan evidencia como ambos convertem a experiência da dor em expressão estética: Mann pela linguagem literária, Lanegan pela musicalidade e pela escrita memorialista. Fundamentada em reflexões de Nietzsche e Schopenhauer, a análise demonstra como a música articula literatura, filosofia e criação sonora contemporânea, instaurando um diálogo fecundo entre a tradição clássica e a arte moderna.
Referencias
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Entrevistas
SHUBALY, Mishka. Entrevista concedida a Ennio Martins de Oliveira. 21 out. 2025.
COQUEMALA, Luisa de Quadros. Entrevista concedida a Ennio Martins de Oliveira. 21 out. 2025.
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