Platão e o plágio de Epicarmo
Palavras-chave:
Epicarmo, Platão, Pitagorismo, Plágio, Diógenes LaércioResumo
O estudo da filosofia dos pitagóricos, bem como da filosofia dos pré-socráticos em geral, é inseparável do estudo de sua transmissão e recepção pelos filósofos que os seguiram. Sob tal perspectiva, examino um testemunho particularmente controverso dos textos escritos pelo comediógrafo Epicarmo. Como se sabe, ele é um dos mais antigos pensadores associados aos círculos pitagóricos. Este testemunho refere-se a uma longa passagem sobre Platão, que começa no nono capítulo, Livro III, das Vidas e Doutrinas dos Filósofos Ilustres de Diógenes Laércio. Este testemunho interessa porque traz explicitamente à tona uma situação de imitação, já que o texto é apresentado como prova em um caso de plágio. Especificamente, o caso de plágio está dentro do contexto de uma controvérsia envolvendo a fundação de um gênero que apresenta grande importância para o desenvolvimento do discurso filosófico - o diálogo socrático. A passagem referida é importante para a história da filosofia, uma vez que ajuda a reconstituir as diretrizes de Platão e do pensamento da Academia. A acusação de plágio de alguma forma evoca as discussões sobre o que Harold Cherniss chamou de “O enigma da Primeira Academia” em seu livro homônimo (1945). Outra preocupação deste artigo diz respeito aos critérios de avaliação de autenticidade na recepção filológica de Epicarmo, que aparece nas edições críticas de suas obras.
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