Os "símbolos" e o "drama" na antropologia política

Auteurs-es

  • Ruth Corrêa Leite Cardoso

DOI :

https://doi.org/10.26512/aa.1978.2.1.16

Mots-clés :

Antropologia simbólica, Crítica

Résumé

No início dos anos 60, Lévi-Strauss publicava um artigo sobre a crise da Antropologia denunciando o acelerado processo de contato e desaparecimento das sociedades primitivas. O desafio, nessa época, era encontrar um modo de salvar um objeto para as ciências do homem, uma vez que as sociedades que tradicionalmente suportavam o trabalho do antropólogo estavam aceleradamente sendo introduzidas no mundo da moderna industrialização. Como Lévi-Strauss não estava à  procura de culturas autênticas e de universos fechados mas justamente buscava a variedade e diversidade das criações humanas soube encontrar uma saída ao propor a impossibilidade de se imaginar um mundo totalmente homogêneo. A antropologia trabalha com as diferenças entre culturas e, por mais que as semelhanças chamem a atenção e que, etnocentricamente, o mundo industrializado olhe para sua periferia sempre procurando identificar-se nos outros, as diferenças ainda subsistem a ponto de ocupar folkloristas e antropólogos.

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Publié-e

2018-01-12

Comment citer

Cardoso, Ruth Corrêa Leite. 2018. « Os "símbolos" E O “drama” Na Antropologia política ». Anuário Antropológico 2 (1):317-26. https://doi.org/10.26512/aa.1978.2.1.16.

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