Algoritmos e radicalização: uma visão tecnopolítica a partir da antropologia

Autores

DOI:

https://doi.org/10.4000/14gxt

Palavras-chave:

antropologia digital

Resumo

Desde a ascensão meteórica de Jair Bolsonaro à presidência em 2018, algo inusitado tem acontecido. Pesquisadores e profissionais de áreas como ciência política e jornalismo têm destacado, às vezes com certa surpresa, como a antropologia tem estado à frente de outras disciplinas na percepção e análise desses fenômenos. Normalmente, isso se associa ao protagonismo da etnografia como metodologia, em que a antropóloga “está lá”, imersa nos fluxos da vida social das pessoas comuns, e, portanto, capaz de perceber tendências que só depois irão irromper na superfície do debate público.

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Biografia do Autor

  • Letícia Cesarino, Universidade Federal de Santa Catarina, Departamento de Antropologia, Florianópolis, SC, Brasil

    Letícia Cesarino é antropóloga, professora e pesquisadora na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). É autora de O mundo do avesso: Verdade e política na era digital (Ubu 2022) e, entre 2023-2024, foi Assessora Especial no Ministerio dos Direitos Humanos e da Cidadania.

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Publicado

2025-08-08

Edição

Seção

Antropologias na Vida (Manuscrito de divulgação científica )

Como Citar

“Algoritmos E radicalização: Uma visão tecnopolítica a Partir Da Antropologia”. 2025. Anuário Antropológico 50 (1): e-14gxt. https://doi.org/10.4000/14gxt.

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