DECOLONIZAR, DESDE OS AFETOS, O ENCONTRO COM A MORTE

a experiência do trabalho interdisciplinar em torno da exumação de valas comuns no México

Autores

  • Carolina Robledo Silvestre Universidad Autónoma de Baja California

DOI:

https://doi.org/10.26512/abyayala.v3i2.23708

Palavras-chave:

Exumações; valas comuns; turno forense; colonialismo epistêmico

Resumo

Neste artigo, proponho algumas reflexões sobre os efeitos coloniais da virada forense como campo epistêmico dominante para lidar com a morte em contextos de crimes em massa e na exumação de restos humanos. Considero minhas próprias observações feitas em mais de uma década de trabalho etnográfico com parentes de pessoas desaparecidas e três anos de etnografia ao pé do túmulo no México. Ao final, em um ato de imaginação política, proponho como horizonte uma ciência afetiva que possibilite descolonizar o campo das exumações, a partir de processos colaborativos de pesquisa que interpelam a violência epistêmica em torno do tratamento da morte e da justiça e dar conta os recursos sociais, simbólicos e espirituais que as comunidades têm para lidar com o excesso de atrocidades.

Publicado

2019-09-04