Comunicação das Operadoras de Planos de Saúde com seus Beneficiários durante a Pandemia por Covid-19

Autores

DOI:

https://doi.org/10.26512/gs.v11i3.32458

Palavras-chave:

Comunicação em Saúde. Saúde Suplementar. Gestão em Saúde. COVID-19.

Resumo

O setor de planos de saúde é responsável pela assistência médica de aproximadamente 24% da população brasileira. Diante da situação de urgência sanitária provocada pela pandemia da COVID-19, a atuação das operadoras de planos de saúde junto aos seus beneficiários se torna ainda mais relevante. Espera-se um plano de ação coordenado, ações integradas e aprimoramento da comunicação com os beneficiários, sobretudo com aqueles mais susceptíveis: idosos e doentes crônicos. O objetivo deste estudo foi o de verificar, por meio de um questionário, a percepção dos beneficiários com relação à comunicação em saúde pelas operadoras durante a pandemia. A pesquisa mostrou que 44% dos entrevistados receberam algum contato sobre informações genéricas relacionadas à pandemia, sendo que apenas 2% receberam atendimento mais personalizado. Apenas 1% dos respondentes procurou informações sobre a pandemia nos canais da sua operadora de planos de saúde. Concluiu-se que a comunicação entre planos de saúde e beneficiários é um campo a ser explorado e aprimorado, com potencial para produzir mudanças no modelo assistencial hegemônico do setor.

Biografia do Autor

  • Flávia Harumi Ramos Tanaka, Agência Nacional de Saúde Suplementar

    Graduação em Odontologia

    Pós-Graduação em Administração Pública pela FGV-Fundação GetúlioVargas

    Especialista em Regulação de Saúde Suplementar na Agência Nacional de Saúde Suplementar

     Endereço Profissional Completo: Avenida Augusto Severo nº 84 ”“ Gloria- Rio de Janeiro  CEP 20021-040

    Telefone: (21) 2105-0365

    E-mail: flavia.tanaka@ans.gov.br

    ORCID:     https://orcid.org/0000-0001-6745-3205

     

  • Wilson Marques Vieira Junior, Agência Nacional de Saúde Suplementar

    Graduação em Odontologia

    Mestre em Saúde Pública pela ENSP-Escola Nacional de Saúde Pública

    Especialista em Regulação de Saúde Suplementar na Agência Nacional de Saúde Suplementar

    Avenida Augusto Severo nº 84 ”“ Gloria- Rio de Janeiro  CEP 20021-040

    Telefone: (21) 2105-0412

    E-mail: wilson.junior@ans.gov.br

    ORCID: https://orcid.org/0000-0002-2991-1305

     

Referências

- Vieira Junior WM. Idosos e planos de saúde no Brasil: análise das reclamações recebidas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar [dissertação]. Rio de Janeiro: Escola Nacional de Saúde Pública, Fundação Oswaldo Cruz; 2013

- As empresas de planos de saúde no contexto da pandemia do coronavírus: entre a omissão e o oportunismo. Nota Técnica GEPS/USP e GPDES/UFRJ. Disponível em: https://www.abrasco.org.br/site/wp-content/uploads/2020/04/Nota-T%C3%A9cnica_Coronavirus_PlanosDeSaude_GEPS_GPDES.pdf

- Malta DC, Cecilio LCO, Merhy EE, Franco TB, Jorge AO, Costa MA. Perspectivas da regulação na saúde suplementar diante dos modelos assistenciais. Ciênc. saúde coletiva. 2004; 7(1):61-66.

- Daros RF, Gomes RS, Silva FH, Lopes TCL. A satisfação do beneficiário da saúde suplementar sob a perspectiva da qualidade e integralidade. Physis, Revista de Saúde Coletiva. 2016; 26(2): 525-547.

- Agência Nacional de Saúde Suplementar. Manual de Certificação de Boas Práticas em Atenção Primária à Saúde de Operadoras de Planos Privados de Assistência à Saúde. Disponível em: http://www.ans.gov.br/images/ANEXO/RN/RN_440/Anexo_IV_APS_13_12_2018_sem_marca%C3%A7%C3%B5es.pdf

- Mattos RA. A integralidade na prática (ou sobre a prática da integralidade). Cad Saúde Pública 2004; 20(5):1411-1416.

- Mattos RA. Os sentidos da integralidade: algumas reflexões acerca de valores que merecem ser defendidos. In: Pinheiro R, Mattos RA. Os sentidos da integralidade na atenção e no cuidado à saúde. Rio de Janeiro: CEPESC, IMS/UERJ, ABRASCO; 2009. p. 43-67.

- Araújo I, Cardoso J. Comunicação e Saúde. Rio de Janeiro: Ed. Fiocruz; 2007.

- Rozemberg B. Comunicação e participação em saúde. In: Campos GWS, Minayo MCS, Akerman M, Drumond Junior M, Carvalho YM. Tratado de Saúde Coletiva. São Paulo: Hucitec; Rio de Janeiro: Ed. Fiocruz; 2006. p. 741-766.

- Cardoso JM, Rocha RL. Interfaces e desafios comunicacionais do Sistema Único de Saúde. Ciênc. saúde coletiva. 2018; 23(6): 1871-1880.

- Conselho Nacional de Saúde. Resolução nº 510/2016 ”“ Dispõe sobre a pesquisa em Ciências Humanas e Sociais. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2016. Disponível em: http://conselho.saude.gov.br/resolucoes/2016/Reso510.pdf

- Faleiros F, Käppler C, Pontes FAR, Silva SSC, Goes FSN, Cucik CD. Uso de questionário online e divulgação virtual como estratégia de coleta de dados em estudo científico. Texto & Contexto Enfermagem. 2016; 25(4): 1-6.

- Malta DC, Jorge, AO. Modelos assistenciais na saúde suplementar: o caso de uma operadora de autogestão. Ciênc. saúde coletiva. 2008; 13 (5): 1535-1542.

- Tanaka FHR, Vieira Junior WM. O Papel dos Planos de Saúde Durante a Pandemia e Depois Dela. Nexo Jornal. Maio 2020. Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/ensaio/debate/2020/O-papel-dos-planos-de-sa%C3%BAde-durante-a-pandemia-e-depois-dela

Downloads

Publicado

21-12-2020

Edição

Seção

Artigos Originais

Como Citar

1.
Comunicação das Operadoras de Planos de Saúde com seus Beneficiários durante a Pandemia por Covid-19. Rev. G&S [Internet]. 21º de dezembro de 2020 [citado 1º de janeiro de 2026];11(3):248-60. Disponível em: https://periodicostestes.bce.unb.br/index.php/rgs/article/view/32458