A trajetória crítica de Ferreira Gullar e a experiência neoconcreta

Autores

  • Marcelo Mari - Universidade de Brasília

DOI:

https://doi.org/10.26512/vis.v13i1.14480

Resumo

Este artigo trata da trajetória do poeta, crítico de arte e mentor dos neoconcretistas, Ferreira Gullar. Nos idos de final da década de 1950, as artes visuais brasileiras viviam a cisão entre aqueles que apostavam na tradição do moderno estabelecida pela prevalência do recurso à figura e dos que aderiam às linguagens visuais não representativas, sobretudo geométricas. O rompimento neoconcreto com a linguagem construtiva se deu pela via da valorização da experiência existencial. A crítica de Gullar enveredará por uma atitude crítica em relação ao conjunto das experiências objetivistas que desconsideravam as singularidades do processo de invenção poética.

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Publicado

2015-05-16

Edição

Seção

Dossiê - História da Crítica de Arte no Brasil

Como Citar

A trajetória crítica de Ferreira Gullar e a experiência neoconcreta. (2015). Revista VIS: Revista Do Programa De Pós-Graduação Em Artes Visuais, 13(1). https://doi.org/10.26512/vis.v13i1.14480