Sobre narrarse ante la ley

violencia y género en la lectura de informes policiales que involucran a mujeres trans y travestis

Autores/as

  • Júlia Vidal Universidade de Brasília
  • Camilla de Magalhães Gomes Universidade Federal do Rio de Janeiro

Palabras clave:

violencia de género, narrativa, mujeres trans y travestis, informes policiales

Resumen

El trabajo analiza la forma en que la violencia es narrada en los registros institucionales, partiendo de la comprensión de que dichos documentos no solo describen hechos, sino que producen sentidos, encuadran sujetos y participan en la propia constitución de la violencia que registran. Se sostiene la hipótesis de que la narrativa institucional presente en los informes policiales opera como una práctica de género, produciendo y delimitando los contornos de lo que es reconocido como violencia. Los relatos contenidos en los Registros de Eventos de Defensa Social (REDS) se constituyen siempre en relación con un otro, a partir de un encuentro cara a cara que exige un determinado modo de narrar. En el caso de mujeres trans y travestis, este proceso implica, en muchos casos, la necesidad de narrar la propia experiencia para alcanzar reconocimiento institucional. De este modo, el sujeto se constituye en el propio acto de narrar, ya que es a través de la narrativa que se vuelve inteligible para las instituciones. El registro de la violencia se configura, por lo tanto, como un “hacer de género”, en la medida en que define qué sujetos pueden ser reconocidos como víctimas legítimas. Para el desarrollo del análisis, se examinaron registros de lesiones corporales tentadas y consumadas que involucraron a personas trans y travestis en el estado de Minas Gerais, en el período comprendido entre 2019 y 2022. El trabajo pone de relieve la relevancia del tema para el debate sobre los condicionamientos enfrentados en el acceso a la justicia y las formas en que los cuerpos son narrados y producidos institucionalmente.

Biografía del autor/a

  • Júlia Vidal, Universidade de Brasília

    Pós-doutoranda em Direito pela Universidade de Brasília (UnB). Doutora em Direito pela UnB. Graduação e mestrado em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Coordenadora executiva do projeto Transpasse, voltado ao enfrentamento da criminalização de pessoas trans e travestis na Faculdade de Direito da UFMG. Pesquisadora do Núcleo de Direitos Humanos e Cidadania LGBT (Nuh/UFMG).

  • Camilla de Magalhães Gomes, Universidade Federal do Rio de Janeiro

    Professora Adjunta de Direito Penal e Criminologia na FND/UFRJ. Doutora em Direito pela UnB. Pós-doutoranda pela UnB.

Referencias

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Publicado

2026-04-16

Cómo citar

Sobre narrarse ante la ley: violencia y género en la lectura de informes policiales que involucran a mujeres trans y travestis. Revista Latinoamericana de Criminología , [S. l.], v. 6, n. 1, p. 55–81, 2026. Disponível em: https://periodicostestes.bce.unb.br/index.php/relac/article/view/61264. Acesso em: 6 may. 2026.