Violencia doméstica, familiar e íntima de afecto en el Ligue 180

encuentro entre víctima y asistente, preparación de la denuncia y fragilidad de la Red de Servicio

Autores/as

Palabras clave:

denuncia, atención humanizada, especializada y sensible al género, violencia doméstica, familiar e íntima de afecto, Ligue 180, Red de Servicio

Resumen

Este artículo tiene como objetivo presentar y debatir el funcionamiento del Centro de Servicio para la Mujer Ligue 180, basado en investigaciones pioneras realizadas con 31 informes (32 mujeres) de violencia doméstica, familiar e íntima de afecto registrados entre enero y marzo de 2025, en diálogo con observaciones in situ en el contexto de la reestructuración del servicio. Tras breve introducción sobre la creación de Ligue 180, en 2005, como una política pública federal ejecutada por una empresa privada, el artículo se centra: (i) en la interacción entre la víctima y la asistente - (ii) la elaboración discursiva de la queja - y (iii) las tensiones emergentes entre la atención humanizada, especializada y basada en el género con los parámetros institucionales de formalización y remisión de la queja a la Red de Servicios. Los análisis pretenden contribuir al debate sobre los servicios de Call Center en el contexto de las políticas públicas para combatir la violencia contra las mujeres, destacando algunos de sus potenciales y límites. Se sostiene que el éxito de Ligue 180 radica en la calidad de la escucha y en la buena mediación realizada por las asistentes entre las víctimas y la red, fundamental para romper el ciclo de violencia dentro del marco de la Lei Maria da Penha. Su eficacia depende de la capacidad de preservar la experiencia de las víctimas, fortalecer la recepción respetuosa y minimizar los efectos perjudiciales de la uniformidad burocrática, que tiende a subordinar la experiencia de la violencia a los marcos institucionales de los organismos que reciben las denuncias.

Biografía del autor/a

  • Cristiane Nascimento, Universidade de Brasilia

    Máster en Sociología por la UnB en 2025, especialista en Administración Pública y graduado en Administración y Gestión de Recursos Humanos por la Universidad de Cesumar, respectivamente en 2013 y 2017. Funcionario público federal en la UnB, asignado al Decanato de Gestión de Personas en el cargo de Tecnólogo en Recursos Humanos.

  • Tânia Mara Almeida, Universidade de Brasilia

    Doctorado y Máster en Antropología por la UnB, respectivamente en 2001 y 1994, licenciatura en Sociología y en Ciencias Sociales en 1989 por la UFJF, pospospuesta por la EHESS (Aix-en-Provence y París, en 2007) y por el Programa de Posgrado en Derechos Humanos y Ciudadanía de la UnB, en 2024/2025. Profesor asociado III en UnB, asignado al Departamento de Sociología y participante efectivo en el Programa de Posgrado en Sociología (PPGSOL). Miembro del Centro de Estudios e Investigación sobre la Mujer (NEPeM) de la UnB.

     

Referencias

ALMEIDA, Tânia Mara Campos de. Violação religiosa à cidadania das mulheres em situação de violência. In: Karina Andrea Bidaseca; Marta Sierra. (Org.). El amor como una poética de la relación: discusiones feministas y artivismos descoloniales. 1ed.Buenos Aires: CLACSO; El mismo, 2022, v. 1, p. 329-346.

ALVES, Beatriz Pereira; DE LUCENA, Kerle Dayana Tavares. Violência doméstica: o pedido de ajuda e as fragilidades da rede de proteção. Observatorio de la Economía Latinoamericana, v. 23, n. 4, p. e9708-e9708, 2025. https://ojs.observatoriolatinoamericano.com/ojs/index.php/olel/article/view/9708/6133

AUTORA, 2025 (Os dados dessa referência encontram-se anônimos para não explicitar a autoria do artigo em fase de sua avaliação).

BANDEIRA, Lourdes Maria. A construção da política de enfrentamento à violência contra a mulher no Brasil: uma análise crítica. Brasília: EdUnB, 2014.

BOIRA, Santiago; CARBAJOSA, Pablo; MÉNDEZ, Raquel. Medo, Conformidade e Silêncio: Violência em Relações Íntimas no Equador Rural. Intervenção Psicossocial, v. 25, n. 1, pp. 9-17, 2016. Acesso em: 28 dez. 2025.

BRASIL. Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006. Cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher. Brasília, Diário Oficial da União, 08/08/2006. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2006/lei/l11340.htm . Acesso em: 02 jan. 2026.

BRASIL. Ligue 180 recebeu 1.558 ligações por dia em 2023. Brasília, Ministério das Mulheres. Disponível em: https://www.gov.br/mulheres/pt-br/central-de conteudos/noticias/2024/fevereiro/ligue-180-recebeu-1-558-ligacoes-por-dia-em-2023. Acesso em: 26 dez. 2025.

BRASIL. Ministério das Comunicações (Secom). Inauguração do novo Ligue 180 marca processo de reestruturação da Central. Gov.br, 07 ago. 2024. Disponível em: https://www.gov.br/secom/pt-br/assuntos/noticias/2024/08/inauguracao-do-novo-ligue-180-marca-processo-de-reestruturacao-da-central. Acesso em: 26 dez. 2025.

BRASIL. Ministério das Mulheres. Encontro nacional do Ligue 180 fortalece rede de atendimento em 15 estados. Gov.br, 10 dez. 2025. Disponível em: https://www.gov.br/mulheres/pt-br/central-de-conteudos/noticias/2025/dezembro/encontro-nacional-do-ligue-180-fortalece-rede-de-atendimento-em-15-estados. Acesso em: 03 jan. 2026.

BRASIL. Ministério das Mulheres. Inauguração do novo Ligue 180 marca processo de reestruturação da Central. Gov.br, 6 ago. 2024. Disponível em: https://www.gov.br/mulheres/pt-br/central-de-conteudos/noticias/2024/agosto/inauguracao-do-novo-ligue-180-marca-processo-de-reestruturacao-da-central. Acesso em: 03 jan. 2026.

BRASIL. Ministério das Mulheres. Ligue 180: Central de Atendimento à Mulher completa 20 anos. Gov.br, 24 nov. 2025. Disponível em: https://www.gov.br/mulheres/pt-br/central-de-conteudos/noticias/2025/novembro/ligue-180-central-de-atendimento-a-mulher-completa-20-anos. Acesso em:18 dez. 2025.

BRASIL. Ministério das Mulheres. Ministério das Mulheres lança Painel de Dados do Ligue 180 e reforça transparência no enfrentamento à violência contra mulheres. Gov.br, Brasília, 7 ago. 2025. Disponível em: GOV.BR Lançamento do Painel 180. Acesso em: 27 dez. 2025.

BRASIL. Ministério da Mulheres. Painel de Dados Ligue 180. Brasília, Ministério das Mulheres. Disponível em: https://www.gov.br/mulheres/pt-br/ligue180/painel-de-dados. Acesso em: 29 dez. 2025.

BRASIL. Presidência da República. Decreto nº 7.393, de 15 de dezembro de 2010. Dispõe sobre a Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 16 dez. 2010. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2010/decreto/d7393.htm. Acesso em: 03 jan. 2026.

BRASIL. Presidência da República. Lei nº 13.025, de 3 de setembro de 2014. número telefônico destinado a atender denúncias de violência contra a mulher. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 4 set. 2014. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2014/lei/l13025.htm. Acesso em: 03 jan. 2026.

BRASIL. Presidência da República. Política Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres. Brasília, DF: SPM/PR, 2007. Disponível em: https://www.gov.br/mdh/pt-br/navegue-por-temas/politicas-para-mulheres/arquivo/assuntos/violencia/pacto-nacional/documentos/politica-nacional-enfrentamento-a-violencia-versao-final.pdf. Acesso em: 01 jan. 2026.

BRASIL. Presidência da República. Secretaria de Políticas para as Mulheres. Política Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres. Brasília: SPM, 2011. Disponível em: https://www12.senado.leg.br/institucional/omv/entenda-a-violencia/pdfs/politica-nacional-de-enfrentamento-a-violencia-contra-as-mulheres. Acesso em: 29 dez. 2025.

CENTRO DE VALORIZAÇÃO DA VIDA. O CVV. CVV, 2025. Disponível em: https://cvv.org.br/o-cvv/. Acesso em: 3 jan. 2026.

COLLINS, Patricia Hill. Pensamento feminista negro: conhecimento, consciência e a política do empoderamento. São Paulo: Boitempo, 2019.

CONVENÇÃO BELÉM DO PARÁ, 1994. Disponível em https://www.oas.org/pt/cidh/mandato/basicos/belemdopara.pdf. Acesso em 25/01/2026,

CRENSHAW, Kimberlé. Mapping the margins: intersectionality, identity politics, and violence against women of color. Stanford Law Review, Stanford, v. 43, n. 6, p. 1241–1299, 1991.

FISCHER, Heloísa. Clareza em textos de e-gov, uma questão de cidadania. Rio de Janeiro, 2017.

FOUCAULT, Michel. A ordem do discurso: aula inaugural no Collège de France, pronunciada em 2 de dezembro de 1970. São Paulo: Loyola, 1996.

FREITAG, Raquel Meister Ko. Amostras sociolinguísticas: probabilísticas ou por conveniência? Sociolinguistic samples: random or convenience? Revista de estudos da linguagem, v. 26, n. 2, p. 667-686, 2018.

GOMIDE, Alexandre de Ávila; SILVA, Michelle Morais de Sá e; LEOPOLDI, Maria Antonieta (ed.). Desmonte e reconfiguração de políticas públicas (2016-2022). Brasília, DF: Ipea: INCT/PPED, 2023. 564 p., il. color. ISBN: 978-65-5635-049-3. DOI: http://dx.doi.org/10.38116/978-65-5635-049-3.

GONZALEZ, Lélia. Por um Feminismo Afro-Latino-Americano: Ensaios, Intervenções e Diálogos. Rio Janeiro: Zahar, 2020.

JESUS, Sérgio Nunes de. Discurso policial: a subjetividade em boletins de ocorrência. Dissertação (Mestrado em Linguística). Universidade Federal de Rondônia, Guajará-Mirim, 2008.

NOTA TÉCNICA Nº 1/2023/SENEV/MMULHERES (3406773)

OLIVEIRA, E. M. et al. Atendimento às mulheres vítimas de violência sexual: um estudo qualitativo. Saúde Pública, v. 39, n. 3, 2005

OPAS - Organização Pan-Americana de Saúde. Iniciativa Regional de Datos Básicos em Salud. Disponível em: http://www.paho.org/Spanish/SHA/coredata/tabulator/newTabulator.htm . Acesso em: 29 dez.2025.

RIBEIRO, C. G. & COUTINHO, M. L. L. Representações sociais de mulheres vítimas de violência doméstica na cidade de João Pessoa-PB. Psicologia e Saúde, v. 3, n. 1, 2011.

SANTOS, Walquiria Jesusmara dos; FREITAS, Maria Imaculada de Fátima. Fragilidades e potencialidades da rede de atendimento às mulheres em situação de violência por parceiro íntimo. Revista Mineira de Enfermagem, v. 21, p. 1-8, 2017.

SEGATO, Rita Laura. Que cada povo teça os fios da sua história: o pluralismo jurídico em diálogo didático com legisladores. Direito.UnB - Revista de Direito da Universidade de Brasília, [S. l.], v. 1, n. 1, p. 65–92, 2014. Disponível em: https://periodicos.unb.br/index.php/revistadedireitounb/article/view/24623 Acesso em 03 jan. 2026.

SEGATO, Rita Laura. Antropologia e direitos humanos: alteridade e ética no movimento de expansão dos direitos. MANA 12(1): 207-236, 2006. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0104-93132006000100008 Acesso em 03 jan. 2026.

SHRADER, E.; SAGOT, M. Domestic violence: women’s way out. Washington, DC: Pan American Health Organization, 2000. Occasional Publication, v. 2, 2000.

SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA (STJ). Jurisprudência consolidada sobre o valor probatório da palavra da vítima nos crimes de violência doméstica. STJ, 2020. Disponível em: https://www.stj.jus.br . Acesso em: 03 jan. 2026

TERMO DE EXECUÇÃO DESCENTRALIZADA (TED), Ministério das Mulheres e o Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Mulheres da Universidade de Brasília (NEPeM/UnB), Reestruturação da Central de Atendimento às Mulheres: diagnóstico e diretrizes de registro do Ligue 180 para atendimento especializado, humanizado e com perspectiva de gênero, firmado em 2023, desenvolvido em 2024 e 2025.

VILLELA, W. Mulher, violência e AIDS: explorando interfaces. In A. Nilo (Org.), Mulher, violência e AIDS. Recife: Gestos, 2008.

WALKER, Lenore. The Battered Woman. New York: Harper and Row, 1979.

Publicado

2026-04-16

Cómo citar

Violencia doméstica, familiar e íntima de afecto en el Ligue 180: encuentro entre víctima y asistente, preparación de la denuncia y fragilidad de la Red de Servicio. Revista Latinoamericana de Criminología , [S. l.], v. 6, n. 1, p. 155–187, 2026. Disponível em: https://periodicostestes.bce.unb.br/index.php/relac/article/view/61233. Acesso em: 6 may. 2026.