A FILOSOFIA INTERCULTURAL
entre a radical ampliação de fontes do fazer filosófico e a hibridização cultural
DOI:
https://doi.org/10.26512/pl.v13i29.54796Palavras-chave:
Cultura. Intercultural. Hibridização.Resumo
O foco deste trabalho é apresentar a filosofia intercultural a partir do principal filósofo a conceituar o termo, o cubano radicado na Alemanha, Raúl Fornet-Betancourt com sua obra Filosofia intercultural de 1994. Este trabalho começa investigando os motivos que na atual conjuntura levaram a filosofia intercultural a ressurgir como projeto de uma disciplina na UNICAMP. Depois apresenta sinteticamente a proposta de filosofia intercultural de Fornet-Betancourt, focando no que ele entende como a novidade de sua proposição. A sua defesa da ampliação das fontes do fazer filosófico, elencada neste trabalho como o ponto mais forte da sua proposta, é exemplificada com outras obras filosóficas que contribuíram neste mesmo sentido. Por fim, são apontados alguns limites internos da proposta de Fornet-Betancourt, assim como por meio de autores que trabalham com o conceito de cultura, é expandida a apreensão da interculturalidade a outros entendimentos como a hibridização cultural e processos em que a dominação se coloca atravessando as culturas para além dos centrismos culturais que o projeto intercultural de Fornet-Betancourt visava superar.
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