O processo diagnóstico transcultural: notas autoetnográficas em um ambulatório psiquiátrico para imigrantes e refugiados em São Paulo
Palavras-chave:
Antropologia médica, Diagnóstico, Migração, Psiquiatria, Transtornos da personalidadeResumo
Este artigo pretende discutir a atuação de médicos psiquiatras e residentes em psiquiatria em um ambulatório destinado a oferecer tratamento médico de saúde mental balizado pelos pressupostos epistemológicos da Psiquiatria Social e Cultural. Os dados apresentados baseiam-se na atuação de psiquiatras e antropólogos no Programa de Psiquiatria Social e Cultural (ProSol) do IPq-HCFMUSP, um serviço psiquiátrico do SUS que fornece atenção médica a populações imigrantes, refugiadas e indígenas. Utilizamos uma abordagem autoetnográfica para analisar nossa própria atuação em um contexto de estabelecimento de diagnóstico psiquiátrico para uma imigrante nigeriana igbo, realizando também remissões teórico-epistemológicas que embasam a prática médica no ambulatório em questão. Por meio da reflexividade, interrogamos as categorias diagnósticas de transtorno de personalidade, de maneira geral, e de Transtorno de Personalidade Borderline, de maneira específica. Por fim, advogamos pela construção de estratégias coletivas e em rede de cuidado, povoando a experiência clínica com múltiplos saberes.
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