A sociolinguística no ensino fundamental: resultados de uma pesquisa-ação

Autores

  • Lúcia Furtado de Mendonça Cyranka Universidade Federal de Juiz de Fora ”“ MG
  • Lívia Arcanjo do Nascimento Universidade Federal de Juiz de Fora ”“ MG
  • Patricia Rafaela Otoni Ribeiro Universidade Federal de Juiz de Fora ”“ MG

DOI:

https://doi.org/10.26512/lc.v16i31.3628

Palavras-chave:

Educação sociolinguística;, Dialetos sociais;, Contínuo rural-urbano

Resumo

Uma investigação em turmas de 5º e 6º anos do ensino fundamental de uma escola pública municipal de Juiz de Fora (MG), orientada segundo princípios da Sociolinguística e desenvolvida como pesquisa-ação, demonstrou ser possível levar os alunos a construírem reflexão adequada sobre a heterogeneidade linguística, fator que os predispõe a se interessarem por adquirir os estilos monitorados de oralidade e escrita de sua língua materna. Tomando como referência a proposta de Bortoni-Ricardo (2004) de compreender a ecologia do português brasileiro como um contínuo rural-urbano, foi possível levá-los a reconhecer a diferença lingüística como fenômeno natural, através de análise contrastiva, fundamentada nas suas próprias experiências com amostras de fala das três variedades desse contínuo. Mirando-se no sentido do contínuo, começam a reconhecer o papel da escola e do trabalho com a linguagem como instrumento positivo na ampliação de sua competência linguística.

Biografia do Autor

  • Lúcia Furtado de Mendonça Cyranka, Universidade Federal de Juiz de Fora ”“ MG

    Doutora em Letras pela Universidade Federal Fluminense, Brasil (2007). Professora Adjunta 1 da Universidade Federal de Juiz de Fora ”“ MG. Pesquisa desenvolvida com o apoio da Fapemig

  • Lívia Arcanjo do Nascimento, Universidade Federal de Juiz de Fora ”“ MG

    Bolsista de iniciação científica Fapemig

  • Patricia Rafaela Otoni Ribeiro, Universidade Federal de Juiz de Fora ”“ MG

    Bolsista de iniciação científica

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Publicado

10.04.2011

Como Citar

A sociolinguística no ensino fundamental: resultados de uma pesquisa-ação. (2011). Linhas Crí­ticas, 16(31), 361-376. https://doi.org/10.26512/lc.v16i31.3628

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