A Colonização sobre as mulheres indígenas

Reflexões sobre cuidado com o corpo

Autores

  • Braulina Aurora unb

DOI:

https://doi.org/10.26512/interethnica.v22i1.20530

Palavras-chave:

Colonização, Mulheres Indígenas, Relações Interétnicas

Resumo

Este artigo busca apresentar uma reflexão, partindo do ponto de vista de uma mulher indígena, ativista que defende os direitos indígenas e de mulheres, de forma interpretativa e desde uma perspectiva de mulheres indígenas. O nosso objetivo é apontar como ações de colonização, partindo das igrejas não-indígenas violaram o direito de práticas culturais de mulheres Baniwa, no contexto de cuidado com o corpo, justificadas por “tabus e coisas do diabo”. Isso é resultado do contato violento com os povos indígenas, que sofreu uma contraposição. Para expor essa resistência e resiliência, se faz necessário uma reflexão, partindo das falas de mulheres entrevistadas, chamando atenção para a prática silenciosa de violência que violou o direito de uso de conhecimentos milenares e ciência indígena.  No final, deixamos a mensagem: até que ponto as igrejas não-indígenas são boas ou ruins na vida de mulheres, refletindo nessa normalização de práticas nas comunidades indígenas.

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Publicado

2019-07-03

Edição

Seção

Dossiê “Saberes Transformativos em Prática na Academia”