A concepção de fim da arte em Arthur Danto
DOI:
https://doi.org/10.18830.issn2238-362X.v15.n1.2025.10Palavras-chave:
Arte contemporânea, fim da arte, indiscerníveis, Arthur DantoResumo
Este artigo procura analisar algumas das ideias relacionadas com o fim da arte, elaboradas pelo filósofo norte-americano Arthur Danto. A situação que a arte contemporânea vem delineando segundo tais ideias nos impele a um questionamento inicial sobre o alcance e a abrangência da concepção de Danto. Seria possível sustentar a ideia de um fim, mesmo que este fim esteja mais diretamente vinculado com o campo teórico, estético ou filosófico; e não com o campo propriamente prático do fazer artístico? Além disso, vamos analisar as compreensões que esse filósofo apresenta ao procurar distinguir os objetos de arte em face dos objetos comuns, geralmente de função utilitária, que fazem parte de nosso dia-a-dia. A questão a ser investigada nesse caso, tem como objetivo saber se nossos sentidos estão aptos a identificar diferenças específicas que possam nos oferecer elementos suficientes para classificar as obras de arte que se apropriam de objetos ordinários (ready made). Qual seria, portanto, a metodologia mais adequada para distinguir os objetos escolhidos pelos artistas e apresentados como obras de arte em museus ou galerias, em comparação com outros objetos idênticos com os quais convivemos no cotidiano? Esses objetos seriam indiscerníveis entre si ou existem diferenças perceptíveis entre eles? Essas são as linhas gerais das indagações e das análises que desenvolveremos aqui.
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