A DANÇA COM VÉU NA MAGNA GRÉCIA: A EVIDÊNCIA DA PINTURA DOS VASOS ÁPULOS E DAS FIGURINHAS DE TERRACOTA (SÉC. IV-III A.C.)
DOI:
https://doi.org/10.26512/dramaturgias29.59426Palavras-chave:
Dança com véu, Magna Grécia, IconografiaResumo
A representação da dança com véu marca um repertório singular da cultura coreográfica grega antiga. Essas dançarinas com véu estão representadas em objetos variados e durante um período extenso, cujo desafio de interpretação tem despertado interesse de pesquisadores desde o século XIX. Mesmo que de longe as figurinhas de terracota sobrepujem numericamente a pintura de vasos, como testemunho desta dança, a iconografia vascular tem a vantagem de inseri-la em uma narrativa. Nosso foco será evidenciar as singularidade no contexto da Magna Grécia nos séculos IV e III. A dançarina com véu aparece em algumas cenas de casamento na pintura de vasos do Ápulo Médio e Ápulo Final (370-300 a.C.), em cenas que indicam a música e a dança praticadas nestas festas. O que essa dança significa? Sugere a sensualidade da noiva (nymphe)? Ou é uma metáfora da pureza virginal da noiva ou da pudicícia moral da future esposa? Trata-se de uma dança performada durante um rito pré-nupcial, como a anakalypteria (ritual de retirada do véu da noiva)? Exploraremos as diferentes possibilidades de interpretação, buscando enfocar a sua singularidade no contexto da iconografia italiota, em contraste com o conjunto das evidências gregas, sobre diferentes suportes (e.g. figurinhas de terracota, estatuetas de bronze, pinturas de vaso).
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