Decadência e resistência do moderno na paisagem cabralina

Autores

  • Luciana Henrique Mariano da Silva Universidade de Brasília

DOI:

https://doi.org/10.26512/aguaviva.v1i2.10416

Palavras-chave:

Paisagem; Modernismo; Simbolismo; João Cabral de Melo Neto.

Resumo

A paisagem é um elemento fundante na literatura brasileira e ganhou novo vigor na obra de poetas modernistas, quando buscavam interpretar o Brasil com o foco em uma desejada interdependência cultural. Em tempos progressistas, paradoxalmente retomava-se a paisagem, um tema caro às nossas obras coloniais, com o intuito de modernizar a literatura e a nação. João Cabral de Melo Neto iniciou sua carreira em um momento de canonização do Modernismo ”“ este já não proclamava o novo e nem grandes projetos de nação. A paisagem, no entanto, permaneceu como um objeto fecundo na obra de Cabral e de verdadeira eficácia estética para problematizar um país permeado pela modernidade sem ser, contudo, moderno.  

Biografia do Autor

  • Luciana Henrique Mariano da Silva, Universidade de Brasília

    Mestranda em Literatura
    Área de concentração: Literatura e práticas sociais.
    Linha de pesquisa: Crítica da história literária
    Título da pesquisa: “A paisagem e o poeta: a paisagem como forma e questionamento da formação
    nacional e da literatura brasileira em Paisagem com figuras e Quaderna, de João Cabral de Melo Neto”

Referências

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Publicado

2011-04-27

Edição

Seção

Textos Livres

Como Citar

Decadência e resistência do moderno na paisagem cabralina. Revista Água Viva, [S. l.], v. 1, n. 2, 2011. DOI: 10.26512/aguaviva.v1i2.10416. Disponível em: https://periodicostestes.bce.unb.br/index.php/aguaviva/article/view/10416. Acesso em: 10 jan. 2026.