Inclusión Digital y Bibliotecas Públicas: Estrategias para Combatir el Analfabetismo Digital en Comunidades Vulnerables en Brasil
DOI:
https://doi.org/10.26512/rici.v18.n3.2025.59355Palabras clave:
Bibliotecas públicas, Inclusión digital, Analfabetismo digital, Ciudadania digitalResumen
El avance de las tecnologías de la información y la comunicación ha ampliado el acceso a recursos digitales, pero también ha intensificado las desigualdades sociales, evidenciadas en la persistencia del analfabetismo digital en comunidades vulnerables. Este artículo analiza críticamente las estrategias implementadas por bibliotecas públicas brasileñas para promover la inclusión digital, destacando su función social como mediadoras del conocimiento y agentes de ciudadanía. La investigación adoptó un enfoque cualitativo, basado en el análisis de contenido (Bardin, 2011), revisión de literatura especializada y examen de experiencias empíricas en bibliotecas de São Paulo, Belém y Espírito Santo. Los resultados señalan que la efectividad de las acciones depende de tres dimensiones interdependientes: articulación institucional, mediación crítica de la información y capacitación técnica continua. Como contribución, se propone un marco analítico que organiza indicadores de impacto en categorías de infraestructura, formación y participación comunitaria. Se concluye que, a pesar de los avances observados, persisten limitaciones relacionadas con la sostenibilidad, el financiamiento y la transversalidad de las políticas públicas. El estudio refuerza el papel de las bibliotecas como espacios estratégicos en la lucha contra el analfabetismo digital, en consonancia con la Agenda 2030 y con la Política Nacional de Educación Digital de Brasil (Ley 14.533/2023).
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